“Uma festa linda de se ver, como há muito tempo eu não via”. Esta foi uma das frases mais ouvidas no início da noite desta quinta-feira, 21, durante a realização da festa de Natal do Cras 17 de Março. Em parceria com voluntários, moradores da região e famílias atendidas pelo equipamento, a comemoração natalina aconteceu no Emei José Calumby Filho. Tudo realizado sem custo algum para a Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju. Para abrilhantar a comemoração, a apresentação do grupo de ballet do Cras, além do grupo musical Lateiros Curupira e da presença do Papai Noel, que entregou presentes a todas as crianças que escreveram cartinhas e fizeram seus pedidos.
 
“Para além de uma parceria, isto aqui é uma grande família. Nós precisamos cuidar de nossas crianças com muito carinho, respeito e dignidade. Somos responsáveis pela vida de cada criança e adolescente que está aqui na creche, frequenta a escola ou o Cras. Em nome de toda a Prefeitura de Aracaju, eu agradeço por esta força-tarefa, pois é com esta união entre a sociedade civil e o poder público que podemos pensar em fazer algo realmente significativo para a população. Sem piedade ou assistencialismo, queremos que estas pessoas aqui tenham condições de ter uma vida mais digna”, destacou a vice-prefeita e secretária da Assistência Social, Eliane Aquino. 
A coordenadora do Cras 17 de Março, Tatiana de Souza Santos, falou sobre a confraternização. “Diante da crise orçamentária que hoje passamos, as atividades do equipamento vem sendo desenvolvida a várias mãos. O encerramento do ano não poderia ser diferente. E foi com esta intenção que conseguimos fortalecer os vínculos familiares e comunitários, sendo este um momento de a gente poder agradecer e mostrar os resultados desse trabalho. A gente juntou toda a rede comunitária, institucional e intersetorial e deu nisso que estamos vendo: uma festa linda”.
 
Voluntária de outras causas há mais de 50 anos, a aposentada Tereza Cristina Brito foi uma das principais peças-chave para fazer a festa acontecer. “A partir do momento que eu fui ligando para as pessoas que já conheço, todos foram topando e cada um deu uma coisa. Desde os bolos, doces, salgados e refrigerantes, aos presentes solicitados nas cartinhas, que por incrível que pareça são pedidos simples. Eu me sinto muito gratificada de ajudar quem precisa de mim”.
Seguindo os passos da mãe, Sérgio Siqueira, professor de jiu-jitsu do Cras, é um dos voluntários do equipamento. “Eu já treino jiu-jitsu há alguns anos, sempre tive vontade de dar aula e como eu sempre tive uma condição financeira boa, o esporte para mim é um hobby. A sensação de dar aula aqui é a melhor possível, pois quando eu cheguei os meninos eram praticamente indomáveis. Hoje eles são disciplinados, educados e o que eu mais ensino a eles é a se defender a respeitar as pessoas. Principalmente à própria família”, explicou emocionado.
 
Durante a festividade, o diretor regional do Senac, Paulo Eirado, foi um dos homenageados pelo trabalho que a instituição vem desenvolvendo em prol da população da região. E aproveitou a oportunidade para falar sobre a continuidade da parceria junto a atual gestão. “Estamos engajados em utilizar os recursos que dispomos para aqueles que mais necessitam. Garanto que neste ano de 2018 o Senac estará bem mais presente, ajudando a profissionalizar jovens e adultos para o mercado de trabalho. Além disso estamos formatando um projeto que vai envolver as mães do 17 de Março, junto com a Prefeitura, por meio da Fundat, que vai gerar renda e um efeito transformador nas vidas dessas pessoas”, ressaltou.
Kauanny Nascimento, de 10 anos, faz parte do grupo de ballet montado no Cras há cerca de um mês. A caráter para a apresentação, como toda boa bailarina deve ser, ela estava feliz não apenas por ter a chance de dançar como sempre sonhou, mas de saber que o Papai Noel estaria presente, dando a ela a recompensa por ser uma boa menina. “A nossa dança é sobre o menino Jesus e as borboletas. A roupa e a maquiagem foi uma mulher do Cras que fez. A sapatilha e a meia minha mãe conseguiu comprar. Em um mês eu aprendi tudo! Sobre o que eu pedi a Papai Noel, nossa família não tem muitas condições e por isso eu quis que ele me desse meu material escolar. Estou muito feliz”.