Por Priscila Viana
Centenas de casais resolveram aproveitar o dia de São Pedro ouvindo e dançando o tradicional forró pé de serra na praça dos mercados Hilton Lopes. Logo cedo já era possível observar o espaço do Forró Caju repleto de pessoas dançando ao som do Trio Nordestino, primeiro grupo a se apresentar na última noite do maior evento junino do país.
Mesmo diante da diversidade de ritmos apresentados durante todo o Forró Caju, o forró pé de serra ainda fez sucesso entre os sergipanos e os turistas que fazem questão de conferir o Forró Caju. É o exemplo do casal de amigos Gildete Oliveira e José Augusto, que chamavam a atenção de todos pela animação e a harmonia na dança, durante o show do Trio Nordestino.
Gildete, que trabalha como diarista, conduz o parceiro durante maior parte do tempo em que eles interagem sob o ritmo contagiante que resulta da mistura entre a sanfona, a zabumba e o triângulo. "Eu adoro todas as bandas de forró pé de serra, venho sempre que vejo alguma na programação. São as melhores atrações", afirma a diarista enquanto arrasta seu parceiro pelo espaço do forródromo.
Mistura
Diante do surgimento frequente de diversas bandas de forró, não é qualquer trio pé de serra que tem a glória de manter o sucesso durante 53 anos e continuar sendo reconhecido nacionalmente. Formado em 1958 na capital baiana, o grupo se iniciou com a formação clássica da sanfona, zabumba e do triângulo. Mas o primeiro disco só seria lançado quatro anos depois.
Hoje, após cinco décadas de carreira, o trio continua arrastando um grande público por onde passa. A formação atual, com Luiz Mario no triângulo, Beto Sousa na sanfona e Coroneto na zabumba, esquentou os motores no Forró Caju na noite desta quarta, 29.
Fórmula
Para o zabumbeiro Coroneto, a fórmula do sucesso está na mistura exata entre as músicas mais pedidas pelo público e os novos sons. "Não abrimos mão de tocar os sucessos das décadas de 50, 60, 70 e 80. Mas também incluímos os sucessos mais novos. É isso que faz o público feliz", garante Coroneto.
Mesmo diante de tantas misturas, o Forró Caju ainda é uma das poucas festas de São João que ainda mantém como base unicamente o forró na definição de sua programação. "Sou contra essa mistura demasiada de alguns eventos juninos que colocam outros ritmos como o axé e o sertanejo no palco, pois chega a desvalorizar os forrozeiros. São João é época de forró", diz o sanfoneiro Beto Sousa.
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