O compromisso com os bairros mais vulneráveis socialmente é a marca deste primeiro ano da gestão da Prefeitura de Aracaju. Para alcançar as mudanças necessárias para garantir que os cidadãos aracajuanos que moram nessas localidades possam usufruir de uma nova realidade é preciso um trabalho unificado de todos os serviços públicos oferecidos. Desta forma, pensou-se o projeto "Aracaju segura", como forma de criar um plano de enfrentamento da violência na capital, entendendo-o como uma questão intersetorial. Na tarde desta terça-feira, 28, os trabalhadores e gestores das diversas secretarias que oferecem serviços no Santa Maria e 17 de Março uniram-se com o objetivo de que eles sejam os "pilotos" daquilo que será levado para toda a cidade futuramente.

Para enfrentar a realidade dos bairros líderes nos índices de analfalbetismo, mortalidade infantil e violência é preciso ouvir aqueles que diariamente testemunham tamanha dificuldade. São esses profissionais que possuem a experiência necessária para criar uma corrente do bem que altere a situação. "Desde o início da nossa gestão nós começamos a pensar em como a união de diversos setores em um só objetivo pode ser benéfica. Nós precisamos pensar coletivamente no atendimento das demandas da população. Aqui nós unimos todas as secretarias para que os trabalhadores troquem informações e construam a união necessária para melhorar os índices desses bairros", explica a vice-prefeita e secretária municipal da Assistência Social, Eliane Aquino.

O diálogo entre os diversos setores proporciona uma visão abrangente e densa dos problemas enfrentados. A vulnerabilidade social possui várias facetas, necessitando de ações articuladas entre os diversos segmentos do poder público. " A ideia é articular todos as secretarias para encontrar o caminho de resolução dos problemas reais das pessoas, aqueles que estão ocorrendo cotidianamente. Hoje demos um passo para a construção de uma rede disposta a se responsabilizar a superar os problemas daqui", afirma Luiz Soares, responsável técnico pela área de equidade da SMS.

Os moradores do bairro também terão participação essencial no diálogo. O respeito e empatia pelo próximo norteia as ações estratégicas adotadas. " Esses bairros foram priorizados pelos indicadores de vulnerabilidade social e entendemos que cada secretaria sozinha teria uma tarefa muito difícil para mudar isso. O trabalho em conjunto, ouvindo e aprendendo com aqueles que moram aqui, é imprescindível para atender a essas fragilidades", ressalta Shirley Dantas, assessora de Planejamento da Assistência Social.

Todos os trabalhadores que participaram da reunião trabalham no dia a dia dos bairros. São os assistentes sociais do Centro de Referência da Assistência Social (Cras), os agentes de saúde, os técnicos do setor financeiro, os guardiões municipais, entre outros, que coletivamente discutem como seus trabalhos se complementam. " Todo o esforço aqui acontece em prol de uma sociedade melhor. A participação de todos é a parte chave deste processo. Nós entendemos que vamos fortalecer uns aos outros e então chegar efetivamente na população, garantindo todos os seus direitos", aponta Karina Cunha, assessora de Planejamento da Assistência Social.