Lançado pela Prefeitura de Aracaju em julho de 2018, o prontuário eletrônico garante uma comunicação integrada entre os equipamentos da rede municipal de Saúde. Atualmente, após pouco mais de um ano, o sistema já está presente em todas as 45 Unidades Básicas de Saúde (UBS), na Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva, e está em implantação no Hospital de Pequeno Porte Fernando Franco e nos Centros de Especialidades Médicas (Cemar) Siqueira Campos e Augusto Franco.

Mais do que um sistema que guarda as informações dos pacientes da rede, o prontuário eletrônico é uma ferramenta que liga as unidades umas às outras, dando maior agilidade e eficiência ao atendimento, além de proporcionar mais segurança e controle dos dados, insumos e procedimentos.

Com o prontuário eletrônico, as informações do paciente podem ser acessadas tanto nas redes de atenção primária e de urgência e emergência, quanto nas redes de atenção especializada e atenção psicossocial da Secretaria Municipal da Saúde. Toda a vida do paciente está registrada, como destaca o coordenador de Tecnologia da Informação da SMS, Adson Gomes.

“Desde o momento em que ele [o paciente] fez o cadastro, passando pela triagem até a conclusão do atendimento, tudo está descrito no prontuário, inclusive, qual o tipo de medicamento que precisou, em que quantidade, e até o tempo que foi realizado cada atendimento ou procedimento. Por ser a primeira porta em que o paciente passa, a rede primária é a que obtém um trabalho mais detalhado, é na UBS que o maior número de informações é coletado, até um simples curativo. Este prontuário fica disponível para qualquer profissional da rede inteira”, ressalta Adson.

Se um usuário mora no bairro Atalaia e se muda para o Inácio Barbosa, por exemplo, ele será atendido sem precisar transferir o prontuário. Isso também acontece quando o paciente precisa ser atendido na rede de urgência e emergência ou na rede especializada. Todas as mínimas informações estão registradas, facilitando, assim, o processo de atendimento e encaminhamento.

“O sistema do prontuário eletrônico é algo extremamente importante para que a gente possa conhecer a nossa população, saber que tipo de política devemos estabelecer, qual região tem maior deficiência e qual é essa deficiência, ou qual localidade tem maior procura por determinado serviço. Então, isso nos ajuda a direcionar melhor as ações, serviços e equipes, além de saber o que precisamos”, garante o coordenador de TI.

Conforme apontado por Adson Gomes, com a implantação do prontuário eletrônico, a SMS passou a ter mais controle dos processos de trabalho, como o consumo nas unidades de todas as redes.

“Todos os processos passaram a ser padronizados porque o sistema exige determinadas informações que, para que o atendimento siga em frente, o profissional precisa atender a uma ordem específica e obter determinadas informações obrigatórias. Com isso, as filas foram organizadas. Não há mais situações como um paciente passar na frente do outro, por exemplo. Sem contar que o usuário marca os procedimentos e sabe quando será atendido”, frisa.

Outro ganho positivo com a chegada do sistema é que, com maior controle obtido, a Prefeitura tem a possibilidade de garantir o financiamento de recursos oriundos do Governo Federal.  “Como, antigamente, o prontuário era manual, algumas informações se perdiam. Não passávamos muitas informações ao Ministério da Saúde porque não tínhamos. Hoje, informamos uma quantidade muito grande de dados, assim, mais recursos podem chegar porque temos controle de todas as demandas. Isso vai ser mais impactante ainda no ano que vem, quando o Ministério vai fazer uma mudança na forma de financiamento da atenção primária e vai pagar por cadastro, por atendimento feito, entre outras coisas e, com o prontuário, não tem como esses dados não chegarem ao Governo Federal. Agora, estamos tentando lapidar ainda mais o sistema”, detalha o coordenador.