Logo após a coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 2, na qual o prefeito Edvaldo Nogueira apresentou o Plano de Contingência para o Coronavírus na capital, a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza, reuniu os servidores da pasta, no auditório da Secretaria Municipal da Saúde, e reforçou os protocolos do Plano. Mesmo antes da identificação do primeiro caso suspeito em Aracaju, a gestão municipal já vinha aplicando algumas medidas de prevenção e orientação da população.

Entre as ações já em execução, o trabalho de orientações através das redes sociais da Prefeitura, reuniões com hospitais públicos e privados para orientar os profissionais quanto ao atendimento desses pacientes e a produção de informativos impressos para distribuição em pontos estratégicos e em eventos onde há grande concentração de turistas, a exemplo de hotéis, aeroporto e rodoviárias da capital.

Sendo um dos objetivos do Plano de Contingência nortear os profissionais da Saúde de Aracaju sobre as medidas que deverão ser tomadas em situação de confirmação e aumento de pessoas infectadas pelo vírus em Aracaju, ele está classificado em três níveis. O primeiro deles é o de “Alerta”, onde as pessoas com histórico de viagens para áreas de transmissão local são monitoradas. Já o nível de “Perigo Iminente” inicia com a identificação de caso suspeito, e o último nível “Emergência em Saúde Pública”, que distingue três classificações conforme o avanço e nível de gravidade da doença.

“De acordo com o que apresentamos dos níveis, podemos ampliar unidades de saúde, deixá-las exclusivamente para atendimento dos quadros gripais. Uma vez avançado o nível, a gente poderá aumentar leitos de retaguarda, tanto nos dois hospitais que temos, como também nos CAPS e no CEMAR, e em último caso, solicitar ajuda ao Governo Federal caso ultrapasse o nível 2 de emergência”, pontuou Waneska Barboza.

Atualmente, Aracaju se encontra em nível de “Perigo Iminente”, devido a identificação do primeiro caso suspeito na capital. O material coletado continua sob análise, na Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), no Rio de Janeiro. A paciente segue monitorada em isolamento domiciliar, aguardando resultado final e apresenta quadro estável.

“O nível de classificação que colocamos no Plano de Contingência que qualquer caso suspeito é considerado como perigo eminente obedece exatamente ao Plano de Contingência do Governo Federal, o que significa dizer que precisamos investigar esse caso. Uma vez sendo descartado, continuamos em nível de alerta, e uma vez sendo confirmado passamos a fazer todo o monitoramento desse paciente com caso confirmado, dando todas as orientações à população”, ressaltou a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza.