Em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra, a Prefeitura de Aracaju levou ao Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Maria Diná, situado no bairro 17 de Março, nesta quarta-feira, 27, a “Exposição Artística e Cultural Vidas Negras – Aquilombe-se”.
O evento, coordenado pela Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju, reuniu também usuários do Cras Santa Maria, moradores da comunidade local e teve a participação de grupos e entidades do Movimento Negro na capital.
De acordo com a coordenadora do Cras Maria Diná, Tatiana Souza, a ideia do evento foi conscientizar toda a população local para o fortalecimento das discussões acerca do enfrentamento da violência e discriminação racial contra a população negra.
“A comunidade do 17 de Março e do Santa Maria é predominantemente formada por pessoas negras e promover eventos como esse é de suma importância para levantarmos discussões sobre os desafios a serem vencidos por eles, como o genocídio, discriminação racial, preconceito, entre outros. Aqui, eles tiveram a oportunidade de conhecer a história e a cultura da população negra através de danças, músicas e histórias de resistência”, destacou.
A programação contou também com apresentações artísticas e culturais, como danças de grupos musicais, rimas de rap, recitação de poemas, capoeira, desfile de moda, além de incentivar o empreendedorismo da mulher negra com exposição de trabalhos.
A Coordenadoria de Arte e Educação (Coarte) da Secretaria Municipal da Educação (Semed) levou a exposição “Vidas Negras” e abordou temas como feminicídio, Lei Maria da Penha, transfobia, sexualidade e beleza da pessoa negra. Também participaram do evento a Nação Hip Hop Brasil, com o projeto "Família na Praça" e a União de Negros pela Igualdade (Unegro).
A autônoma Vanessa Lima, 27, participa das oficinas realizadas no Cras Maria Diná e foi uma das participantes do desfile de moda. Para ela, as atividades desenvolvidas durante o evento são fundamentais para a valorização da cultura negra.
“Além de reunir as famílias das comunidades, sejam brancos ou negros, eventos como esse são importantes porque faz com que os Cras sejam uma porta aberta para a quebra de preconceitos, fazendo com que se construa o respeito e levante a nossa autoestima”, destacou Vanessa.
Para o líder comunitário e presidente da associação de moradores do bairro 17 de Março, Anderson Araújo, fez questão de marcar presença, o evento foi um momento muito gratificante. "Não sou negro, mas tenho amigos, familiares e vizinhos que são negros e percebo as dificuldades enfrentadas por eles no dia a dia. Nessa tarde, a cultura dessa população foi representada pela dança, música, rimas e exposições que mostraram que todos os tipos de preconceito devem ser quebrados e que todos nós somos iguais, independente da nossa cor”, disse.
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