A Prefeitura de Aracaju está permanentemente conclamando a população para redobrar a atenção e os cuidados com os locais que podem se transformar em focos de larvas do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. "Estamos entrando no Verão e nessa estação é comum ocorrer pancadas de chuva em todo o litoral brasileiro. O acúmulo de água em recipientes domésticos, como copos descartáveis, lajes, pratinhos, lavanderias, entre outros reservatórios, trazem risco à saúde pública", alerta o secretário Municipal de Saúde, Marcos Ramos.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Taíse Cavalcante, reforça as recomendações do secretário e adverte que os moradores devem intensificar a faxina doméstica em áreas de serviço e quintais, assim como manter um comportamento consciente no combate à proliferação do mosquito. "Cada um dentro de sua casa deve redobrar os cuidados para não jogar nem deixar espalhados vasilhames que possam acumular água e se transformar em criadouros de larvas", lembra.

Resultado do Lira

No último Levantamento de Índice Rápido (Lira), realizado no mês de novembro pela Vigilância Epidemiológica, o indicador de infestação de larva do mosquito na capital ficou em 0,6%. O percentual é considerado satisfatório para a cidade, de acordo com o Ministério da Saúde. "Porém, existem áreas que ainda apresentam índices altos, entre 2% e 3%. Entre esses locais, destacam-se o Centro da cidade e os bairros Cidade Nova, Industrial e São José", afirma Taíse Cavalcante.

Atendimento aos pacientes

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está mantendo a rotina de assistência aos pacientes com suspeita de dengue: coleta de sangue para a realização de hemograma e de plaqueta e salas de hidratação nas unidades. Para qualificar os profissionais na assistência ao paciente, estão sendo realizados nos meses de julho e novembro novas capacitações para as equipes de Saúde da Família (médicos, enfermeiros, pediatras, assistentes sociais e auxiliares/técnicos de enfermagem).

"Aqueles que apresentem os sintomas da dengue devem iniciar a hidratação caseira e procurar um médico", explica Taíse Cavalcante. A coordenadora de Vigilância Epidemiológica destaca que é importante conhecer os sintomas da doença: dor de cabeça, febre e manchas vermelhas no corpo; além de realizar a coleta de sangue para confirmação laboratorial da dengue a partir do sexto dia da doença.