Continuando as atividades da Semana de Mobilização contra o Aedes, a Prefeitura de Aracaju, numa parceria entre as secretarias municipais de Saúde (SMS) e Educação (Semed), realizou, na manhã desta quinta-feira, 23, uma ação para os alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Maria Givalda, no bairro Soledade. 
Através de músicas, encenações, palestras e muita interação com a presença dos agentes de combate às endemias, as crianças de 1 a 5 anos e toda a comunidade escolar puderam aprender sobre o ciclo de reprodução do mosquito, a maneira correta de descartar o lixo, a não deixar água parada, entre outras ações simples que podem fazer a diferença no combate ao vetor transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Para a diretora da instituição de ensino, Ceiça Teles, desenvolver esse trabalho com as crianças resulta na construção de cidadãos mais conscientes. “Apesar da pouca idade, eles estão na fase ideal para a construção do saber, do que eles vão levar para a vida inteira e, principalmente, do que vão contribuir no ambiente familiar, ao levar essas informações para os pais, irmãos e a família. Todo mundo ganha”, aponta Ceiça. 
De acordo com a coordenadora pedagógica da Emei, Clariane Ramos, essas atividades fazem parte do calendário dos alunos durante o ano inteiro. “Buscamos incluir na rotina assuntos como meio ambiente, como cuidar melhor do nosso planeta e de que maneira eles podem ajudar a transformar as coisas. Lutar contra o mosquito da dengue faz parte disso e ter essas equipes da Saúde aqui falando sobre isso nos mobiliza ainda mais”, enfatiza. 
A Prefeitura realiza um importante trabalho de educação em saúde com diversos direcionamentos, sempre com o objetivo de abordar temas essenciais para alunos como Arielle, de 5 anos, que aprendeu o que pode acontecer se deixar o mosquito da dengue aparecer. “Não pode deixar a dengue chegar, pois podemos ficar doentes, com dor de cabeça, febre e até dor no corpo”, comenta. 
Todos contra o Aedes
Além da Semana de Mobilização, a Saúde de Aracaju mantém inúmeros serviços voltados ao combate e controle do mosquito. São visitas domiciliares dos agentes de combate às endemias, mutirões, aplicação do fumacê costal e levantamentos de índice rápido de infestação, que norteiam o planejamento dessas ações. 
Apesar disto, a participação popular continua sendo imprescindível, como ressalta a agente de endemias e uma das participantes do evento, Jaqueline Costa. 
“Estou nas ruas todos os dias e posso afirmar que é necessário falarmos cada vez mais sobre o combate ao Aedes. Essas crianças nos ajudam nesse processo de conscientizar quem está em volta e deixar todos mais vigilantes sobre o que foi ensinado aqui: muito cuidado com tudo que possa se tornar um possível criadouro, que o mosquito pode surgir até da água parada em uma tampinha de garrafa. Todos nós precisamos fazer nossa parte, pois dengue, zika e chikungunya são doenças sérias e podem matar”, pontua Jaqueline.