A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Assistência Social, realizou nesta segunda-feira, 16, no auditório da Casa dos Conselhos, uma reunião com o grupo de trabalho do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). O encontro reuniu profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) para discutir o fluxo de atendimento a crianças e adolescentes neuroatípicos e neurodivergentes.
A reunião também teve como objetivo ouvir os profissionais que atuam na linha de frente do serviço, buscando aprimorar o acolhimento de crianças nas atividades da Assistência Social e orientar as famílias sobre o acesso a serviços nas áreas de saúde e educação.
“O grupo de trabalho foi criado no mês de agosto após educadores do serviço de convivência constatarem o crescimento da participação de crianças neuroatípicas e neurodivergentes nas atividades. Então decidimos montar uma metodologia após verificar que não existe nenhum material que discuta sobre essa metodologia de atendimento no SCFV, seja no âmbito federal e estadual da assistência social. Fizemos reunião também com a secretária que nos orientou a formar um núcleo e fizéssemos uma portaria para regularizar todo atendimento, se tornando um trabalho inovador”, afirmou o coordenador da Proteção Social Básica (PSB), Reginaldo Vieira.
O coordenador assegura ainda que, após a aprovação do fluxo de atendimentos, será criado um núcleo para gerenciar as ações na assistência social, bem como será criada uma comissão intersetorial para dar continuidade ao serviço.
“O núcleo será composto pela PSB, educadores, representante do Programa Criança Feliz (PCF), do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e pela gerência de Benefícios de Prestação Continuada (BPC) e esse núcleo estará em contato com os núcleos da educação e da saúde, e assim o serviço será feito de forma completa em todas as áreas”, acrescentou.
O educador social e membro do grupo de trabalho, Cristiano Almeida, explicou que a iniciativa surgiu para esclarecer dúvidas sobre a condução das atividades com as crianças, considerando os diferentes níveis de suporte necessários e as especificidades exigidas na execução dessas ações.
“Os questionamentos são ‘como é que a gente acolhe essa criança, e como é que a gente vai trabalhar com a família?’. ‘Quais materiais usar nas atividades com a criança? Se essa criança vier sem laudo médico, como é que a gente vai referenciar e articular com a saúde para que essa família consiga uma consulta médica o mais rápido possível, e consiga o laudo?’ Então, definindo o fluxo desse processo, o profissional saberá direcionar as atividades sem distinção, e a família que não tiver acompanhamento, passa a ser assistida também pelos órgãos da saúde e educação”, disse.
A visitadora do PCF, Érika Araújo, enfatiza a importância da união entre profissionais e instituições para promover ações que realmente beneficiem crianças neurotípicas e neurodivergentes.
“Quando a gente chega para fazer as visitas nas residências, notamos que existe a necessidade da assistência para criança. Muitas vezes é uma criança que já tem um laudo médico com o diagnóstico, mas infelizmente elas não estão passando por psicólogos, pelo psiquiatra, estão sem remédio, e isso tudo acaba tornando o processo muito difícil. Então, essa junção de esforços é uma maneira de primeiro cuidar da criança e fazer com que tenha uma vida mais tranquila e, segundo, a família entenda a importância do tratamento e cuidados”, pontuou, Érika.
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