O prefeito Edvaldo Nogueira participou nesta terça-feira, 23, do marco inaugural da obra de implantação do gasoduto que conecta o Terminal de Armazenamento e Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Eneva e do complexo termelétrico da empresa em Sergipe, que se liga à malha de transporte de gás natural da Transportadora Associada de Gás (TAG). A obra foi fruto de um investimento de R$ 340 milhões e integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O empreendimento gerou emprego e renda para centenas de sergipanos e foi uma oportunidade de crescimento que agora será ampliado no estado, como destaca o gestor da capital sergipana.
“A conclusão dessas obras em Sergipe foram uma oportunidade única para a economia do estado, que vai ajudar a desenvolver ainda mais o nosso potencial com o gás natural. Além disso, agora, mais do que nunca, estamos com tudo para que Sergipe se torne uma vitrine de destaque nessa matriz energética. Essa obra representa um importante avanço para o estado, que ganha projeção no processo de abertura e expansão do mercado de gás natural no Brasil, se tornando uma porta de entrada de GNL no Nordeste. Estou muito feliz por ter acompanhado esse momento que ficará marcado na história e que mira em um futuro próspero para o nosso povo”, declarou.
O governador Fábio Mitidieri também participou da solenidade e destacou a relevância desse combustível para a economia do Estado, bem como ressaltou as expectativas para o futuro de Sergipe a partir da inauguração de hoje.
“Este é um segmento muito relevante para o estado e sabemos o quanto Sergipe precisa da Petrobras. O petróleo, o gás e a energia desses combustíveis são muito importantes para todos nós. A expectativa que temos agora é de iniciar a exploração a partir de meados de 2028. Isso vai gerar um novo boom econômico e de desenvolvimento e com isso a gente pode voltar a ter um novo auge da Petrobras aqui no estado. Isso vai gerar mais oportunidades, vai demandar de gente mais qualificada e de mão de obra, ou seja, poderemos ocupar os melhores empregos com sergipanos, a partir desse processo de qualificação e preparo da nossa população para esse novo momento”, afirmou.
Investimentos e produção
Para a construção do gasoduto foram investidos R$ 340 milhões e a obra gerou mais de 500 vagas de emprego, das quais 70% foram ocupadas por trabalhadores sergipanos. Além disso, a empreitada movimentou a economia local, com o aluguel de equipamentos, contratação de serviços especializados e de insumos para manutenção de canteiros e da construção. O gasoduto possui 25 km de extensão e cruza os municípios de Rosário do Catete, Santo Amaro das Brotas e Barra dos Coqueiros, tendo capacidade para transportar 14 milhões de metros cúbicos de gás.
“Esse gasoduto possui uma capacidade máxima de 14 milhões de metros cúbicos, o que é considerado bom, uma vez que o novo projeto da Petrobras para águas profundas aqui em Sergipe tem capacidade de até 18 milhões de metros cúbicos. Isso mostra a robustez do projeto que agora está disponível para poder conectar essa fonte de suprimento de gás para a malha integrada nacional. Esse gás não fica aqui em Sergipe, mas sim que o estado seja um polo de comercialização de gás para todo o Brasil. Ao mesmo tempo, na fase dois, em uma eventualidade, a frota termelétrica da Eneva poderá também comprar gás de outros fornecedores da malha integrada, barateando e gerando mais competição. Temos o orgulho de afirmar que contribuímos com mão de obra sergipana para trazer esse investimento importante para o estado, para o Nordeste e todo o país”, enfatizou o diretor-presidente da TAG, Gustavo Labanca.
A construção do gasoduto contou com o apoio do Governo de Sergipe, que concedeu incentivo fiscal, aprovado pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (CDI), para aquisição dos tubos fabricados. Com o benefício, enquadrado no Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), houve a redução de custos na aquisição do material e, consequentemente, no valor do investimento para a obra, resultando em uma tarifa de transporte mais competitiva, favorecendo a atração de operações para o terminal de GNL da Eneva. Para a construção do projeto de interligação foram fabricados cerca de 2.400 tubos, com 12 metros de extensão e 24 polegadas de diâmetro, cada. A empresa que conduziu as obras foi a Spiecapag Intech Engenharia.
“Agora, a gente espera iniciar logo a operação, mas ainda faltam alguns trâmites legais. Esperamos que, em meados de setembro, o gasoduto já passe a ser operacionalizado e a partir disso a gente possa desembarcar gás do navio. É um marco para o Brasil, porque é o primeiro terminal de gás importado privado a ser conectado à rede de gás nacional, ou seja, é mais um ofertante de gás na rede, aumentando a competitividade do gás natural no país. Além disso, deveremos ter um leilão de termelétricas, que deve acontecer ainda este ano, e ele também chega com a possibilidade de expandirmos o nosso parque termelétrico em Sergipe, que atualmente conta com as usinas da Celse, mas que já possui um projeto de expansão”, explicou o diretor-presidente da Eneva, Lino Cançado.
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