A Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), disponibiliza a Ouvidoria do Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti, canal de comunicação que possibilita à população denunciar os focos e casos de suspeita do mosquito, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Dessa forma, a administração municipal pode ter acesso mais rápido às informações para intensificar o planejamento de combate ao vetor.
Contudo, os serviços realizados precisam da colaboração da população, que pode contribuir a partir de denúncias ou da solicitação de visita das equipes de endemias, caso seja necessário, pelo telefone 0800 729 3534, digitando a opção 7.
De acordo com o gerente do Programas de Controle do Mosquito Aedes aegypti, Jeferson Santana, de janeiro até os dez primeiros dias do mês de abril, a Ouvidoria recebeu cerca de cinquenta ligações, com ênfase maior em solicitações de visitas de agentes de endemias em terrenos abandonados e denúncias de criadouros em residências. Aliás, é nas residências onde há mais relatos de larvas do mosquito, com estimativa superior a 80%, conforme o último Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa).
"Até o momento, a nossa Ouvidoria recebeu 47 ligações. Recebemos a demanda e encaminhamos as informações para que as equipes de campo possam verificar se procede porque, às vezes, a denúncia não procede e em alguns casos não encontramos o endereço", destaca o gerente, ao complementar que, após o registro da ligação, as equipes têm o prazo de dez dias para dar retorno à população.
Jeferson Santana revela ainda que as equipes de campo encontram dificuldades quando há focos do mosquito em imóveis abandonados ou de herança familiar que estão desocupados. Se for numa residência habitada, a equipe orienta o morador e faz a intervenção necessária.
"Os proprietários, às vezes, não moram em Aracaju e isso demanda um pouco mais de tempo. Mas nesse período, nós sempre procuramos, de forma imediata, fazer esse encaminhamento o mais rápido possível, porque nosso tempo é curto para darmos a resposta. Quando tentamos todos os artifícios e não conseguimos, partimos para entrar no imóvel e darmos uma resposta à população", afirma.
Este ano, sublinha o gerente, por conta da pandemia da covid-19 e pelo baixo número de casos de doenças transmitidas pelo Aedes, a quantidade de ligações recebidas pela Ouvidoria foi abaixo do esperado. Em 2020, a título comparativo, foram 417 ouvidorias relacionadas ao controle do Aedes.
"Esse número foi bem menor, ao contrário do ano passado. Das 47 ligações registradas, a grande maioria foi atendida, inclusive, com os nossos agentes em campo", conclui Jeferson.
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