Hoje, quinta-feira, às 19h, a Prefeitura de Aracaju abre o I Seminário de Terreiros e Prevenção em Saúde. O evento, realizado pelo SUS, acontece no Centro de Municipal de Aperfeiçoamento em Recursos Humanos (Cemarh), localizado à rua Carlos Correia, nº 260, bairro Siqueira Campos. Amanhã, sexta-feira, a programação continua das 8h às 17h30. O seminário comemora o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial (21 de março).

O objetivo é promover discussões entre lideranças religiosas do Candomblé e da Umbanda, estudiosos e profissionais da Saúde para planejar ações de promoção à saúde nos espaços de culto das religiões de matriz africana em Aracaju. Durante o encontro, haverá palestras e rodas de debates sobre temas como ‘Terreiro como espaço de promoção de saúde’; ‘Discriminação e resistência’; ‘Hipertensão suas complicações e cuidados’; ‘A relação da medicina com a fitoterapia e uso das ervas medicinais’; ‘Os ritos de cura’; e ‘DST/Aids’.

Para o coordenador do evento e técnico do Programa Municipal de DST/Aids, Andrey Roosewelt Chagas Lemos, o seminário atende os princípios de integralidade e acessibilidade da população negra ao SUS. "O processo histórico de exclusão da população negra e pobre no Brasil teve como conseqüência altos índices de doenças como hipertensão, diabetes e as DST/Aids entre esse segmento. Esse evento tem como missão aproximar profissionais de Saúde, estudiosos e lideranças religiosas de matriz africana para debater e definir políticas públicas capazes de minimizar a discriminação e garantir o acesso dos negros e negras ao serviço público de saúde", analisa.

Como palestrantes foram convidados a yalorixá Mãe Beata de Yemanjá; o sociólogo Adailton Moreira; a antropóloga Ana Cristina de Souza Mandarino; professor-doutor Estélio Gomberg; e o professor-mestre Fernando Aguiar. Dos técnicos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) farão parte da lista de palestrante o médico sanitarista José Eudes Barroso Vieira e a médica Celi Marques Santos