"Vários setores da sociedade recebem surdos, mas, nem sempre sabem se comunicar com eles. Então, essa ação pode ajudar bastante a comunicação entre o servidor e o público com surdez, pois, ao chegar em determinado lugar, vai ter alguém para atendê-lo normalmente, assim como um ouvinte tem”, explicou, em Libras, a instrutora do curso, Laís Helena Oliveira, que é surda.
A intérprete do curso foi Luciana Daltro. Corroborando com Laís Helena, ela disse que "a ideia foi ensinar para os servidores municipais uma base sobre a Libras, para que eles possam aprender a se comunicar melhor com os surdos, uma vez que estes necessitam de auxílio em todos os setores da sociedade. Aprendendo a língua de sinais, os funcionários da Prefeitura podem ajudar bastante as pessoas surdas”. Luciana é professora e pós-graduada em Libras e esteve auxiliando a instrutora durante toda a manhã.
Luciana também pontuou que, quanto mais se aprende uma nova língua, maior é a comunicação entre os indivíduos. "Isso é muito importante porque ajuda a socializar e se integrar na sociedade, já que tem uma língua totalmente diferente da nossa, a do ouvinte. Por isso, é fundamental que mais pessoas aprendam, para ajudarem os surdos a interagirem com os outros e em tudo que eles necessitam”, explicou.
De acordo com a assistente social da Unidade Básica de Saúde (UBS) Humberto Mourão, Paula Costa, o curso foi muito agregador para a sua carreira profissional, uma vez que ela vai saber lidar melhor com pacientes surdos. “Achei o evento muito válido, inclusive, deve ser repetido em outros módulos, para podermos nos aprofundar mais sobre o assunto e qualificar o nosso atendimento. Nós temos esse movimento de inclusão e, para tanto, é preciso estar preparados para poder atender o público surdo”, disse.
A gerente da UBS do Augusto Franco, Luci Carneiro, achou a atividade necessária, principalmente para os profissionais que trabalham na área da saúde. "Esse curso está sendo ótimo, precisamos muito disso. Nos interessamos porque temos muitos pacientes com deficiência auditiva e não sabemos como conversar, então, está sendo muito bom participar. Até por eu também ser professora, sempre tive interesse nessa língua”, relatou.
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