Com a finalidade de propor reflexões, valorização e respeito às diferentes expressões, o projeto ‘Ocupe a Praça’, idealizado pela Fundação Cultural Cidade de Aracaju, através do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPD), trouxe nesta quarta-feira, 15, o tema ‘Diversidade’. O evento fez parte do circuito da 17ª Parada LGBT de Sergipe e foi realizado no Centro Cultural de Aracaju, localizado na praça General Valadão.
 
O projeto trouxe para o Liquidifica Diálogos a temática ‘Cinema e Diversidade’. Participaram do quadro, o pesquisador e ativistas das causas LGBT, Marcelo Lima, a estudante de medicina e militante do Levante Popular, Nathália Mattos, e a coordenadora geral da 17ª Parada LGBT de Sergipe, Thatiane Araújo. Em seguida, foi exibido o documentário ‘Meu corpo é Político’, com direção de Alice Riff. “Escolhemos esse filme, porque retrata o tema principal desta edição”, ressaltou a coordenadora do NPD, Graziele Ferreira.
 
“Quando recebi o convite para participar, pensei em falar um pouco dos avanços e dos dilemas enfrentados pelo movimento LGBT em Sergipe. Busquei resgatar a luta do movimento e apresentar alguns nomes que fazem parte da nossa história e ações que foram desenvolvidas há muito tempo em nossa cidade. Hoje, tivemos uma oportunidade especial de ocupar o centro histórico da capital, propondo ações como esta que trabalham a valorização e o respeito às diferentes expressões”, disse Marcelo Lima.
 
Para a coordenadora geral da 17ª Parada LGBT de Sergipe, o Ocupe a Praça é um espaço muito importante para levar a bandeira LGBT. “Nada mais justo que o movimento participar também dialogando sobre diversos aspectos que enfrentamos no dia a dia. É um bom local de reflexão sobre o orgulho LGBT e o pontapé inicial para a celebração da 17ª Parada Gay de Sergipe, que acontece no dia 26 de agosto, na Orla de Atalaia”, pontuou Thatiane Araújo.
O professor de história, Francis Alves, participou de toda a programação do ‘Ocupe a Praça’ e parabenizou o evento por levantar a bandeira LGBT e apoiar a diversidade. “Diariamente encontramos casos de homofobia dentro do ambiente escolar. Além de ouvir relatos de jovens que passam por situações opressoras por parte dos familiares. O Ocupe a Praça está de parabéns por disponibilizar esse espaço para discutirmos essa temática”.
 
O presidente da Funcaju, Cassio Murilo, enfatizou que o papel da cultura é inserir em sua pauta questões como igualdade de gêneros e homofobia. “É desenvolvendo ações como esta que fomentamos uma cidade mais humana, criativa e sem preconceito. Aqui é um espaço de esperança e que precisamos refletir e empoderar esse movimento para quebrar padrões impostos e que não são aceitos. As pessoas devem ser livres fazendo um país menos desigual”.
 
A noite de programação do ‘Ocupe a Praça’ contou também com apresentações de dança e show de transformistas. O encerramento foi ao som da batida eletrônica do DJ Lucas Diaz.