‘Programação na TV Pública’. Esse foi o tema da mesa redonda que ocorreu nesta quarta-feira, 5, no 3º Seminário realizado pela Fundação Aperipê. A terceira edição do evento se estende até sexta, 7, quando será formado um grupo de trabalho com a participação de representantes da sociedade civil para a formatação de um projeto com sugestões para a programação e gestão da Aperipê que, em seguida, será disponibilizado para consulta pública.

O Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira, Aracaju-SE, do Programa Olhar Brasil, também marcou presença. A coordenadora Graziele Ferreira aproveitou a oportunidade para destacar a TV Pública e seu papel na formação da cultura brasileira. Também explicou a função do NPD junto à produção audiovisual independente, dando destaque à ‘formação do olhar’ da platéia.

"A função do NPD é apoiar o audiovisual independente, através da formação prática, teórica e também do olhar. Por isso, criamos projetos como o Cine Sanatório, Quarta às Quatro, Quinta Cinematográfica, Um Mergulho no Cinema e Paralela Infantil", explicou, ressaltando a atuação do núcleo que já formou 600 alunos em três anos e meio de organização.

Já o coordenador Geral de TV e Plataformas Digitais da SAV/MinC, Octácio Pierantti, esclareceu os princípios que norteiam as ações da Secretaria do Audiovisual. "A TV Pública precisa de uma programação que realmente desperte o interesse dos brasileiros, para isso precisa haver qualidade. De nada adianta produzir conteúdos audiovisuais e jogar na grade das emissoras sem tratamento ou edição", afirmou.

Ainda de acordo com Octávio, não basta atuar nos grandes mercados, o Brasil tem que se ver nas telas. "A série DOC TV é um exemplo. São 55 documentários que criam comprometimento entre os realizadores e as emissoras. O público sente isso de casa e é maravilhoso", completou. Quem também participou da Mesa Redonda foram o presidente da TV Pernambuco, Roger Renor, e a diretora da Aperipê TV, Celiene Lima.