Com envolvimento de diversas secretarias e órgãos municipais, a Prefeitura de Aracaju realizou, na manhã deste sábado, 11, no bairro 18 do Forte, mais um mutirão do Plano de Intensificação das Ações de Combate ao mosquito Aedes aegypti.

Segundo os dados do último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2019, devido à intensificação do trabalho de combate do mosquito, o índice do bairro caiu de 2,8 para 1,5, ambos indicando médio risco para surtos e epidemias.

A intensificação de ações no bairro objetiva reduzir ainda mais esse indicador, que está acima da média municipal, de 0,9, considerado baixo risco. Mas a secretária da saúde de Aracaju, Waneska Barboza, alerta que esse é um indicador que depende diretamente da ativa participação popular.

“É preciso uma fiscalização diária de cada indivíduo em suas próprias residências, pois no último levantamento foi registrado que a grande maioria dos focos continua dentro das casas, principalmente em reservatórios de água”, reforçou.

Nesse sentido, o coordenador do Programa Municipal do Controle do Aedes aegypti, Jeferson Santana, salienta que todos os agentes de combate às endemias do município estão preparados para orientar a população.

“Esse é um trabalho diário da Prefeitura. Nossos agentes vão de casa em casa, tiram todas as dúvidas sobre como evitar possíveis focos do mosquito e de como o acompanhamento constante resulta em mais saúde, uma vez que dificulta a proliferação do vetor que transmite doenças potencialmente fatais, como a dengue, a zika e a chikungunya.

Ciclo do Zika Vírus

Assim como no ano passado o Brasil passou por um novo ciclo de contaminação da dengue, esse ano há grande risco desse padrão se repetir com outra doença perigosa que também é transmitida pelo Aedes: o Zika Vírus.

De acordo com a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Taise Cavalcante, os ciclos epidemiológicos dessas doenças podem variar de quatro a cinco anos, o que torna 2020 um ano em que o cuidado deve ser aumentado.

“Os últimos surtos que tivemos de zika em Aracaju datam de 2016 e como esse ano nos encontramos no início de um novo ciclo de transmissão viral, de acordo com os padrões registrados nas estatísticas dessas patologias, temos que nos manter em alerta. Ano passado já tomamos conhecimento de aumento nos casos de zika em alguns estados vizinhos, o que indica que há possibilidade de ocorrer esse aumento também em Aracaju”, alertou.

Para evitar que o cenário de 2016 se repita, a conscientização é essencial. Como no caso da dona Darci Oliveira Santos, de 48 anos, que afirma fazer bem o dever de casa, orientando inclusive os vizinhos.

“Esse trabalho da Prefeitura é maravilhoso porque nos ajuda muito. Tudo que aprendi eu ensino para meus vizinhos. Hoje mesmo a agente me ensinou a plantar na terra usando chuchu como recipiente. Já vou ensinar para meus amigos e para a família. Tudo para a gente não acumular água parada em casa”, elogiou.