Por Matheus Fortes
Para o aracajuano, ir ao Forró Caju com seu carro é muito bom pela comodidade. Mas, e se o forrozeiro quer se alegrar um pouco mais com algumas cervejas, licor ou os vários tipos de bebidas presentes nas barracas de drinks? Ou até mesmo os festeiros que não bebem e só querem curtir o forró sem se preocupar com abastecimento ou estacionamento? No forró mais popular de Sergipe há espaço para todos os gostos.
É muito mais conveniente para aqueles que vêm com amigos, por exemplo, combinar entre si aquele que vai dirigir na viagem de volta. Os festeiros também podem dividir um táxi, já que há muitos rondando pelos mercados municipais antes, durante e depois da festa. O forró na praça Hilton Lopes é, acima de tudo, um lugar para os aracajuanos e visitantes se divertirem das formas mais variadas. Terminar a festa de forma consciente, evitando acidentes e confusões é uma forma de guardar na memória uma noite com muitas emoções.
Pensando nisso, alguns forrozeiros preferiram deixar o automóvel em casa para curtir o arrasta-pé com mais liberdade. A estudante Bruna Távora, por exemplo, preferiu vir de ônibus com os amigos e reservou o dinheiro para pegar um táxi na volta. "Achei melhor me prevenir, já que acompanho o que tem acontecido devido à imprudência de motoristas, causando muitas tragédias que podiam ser evitadas. Tudo que quero hoje é tomar minha cervejinha despreocupada", conta a estudante.
Outra alternativa para o festeiro é socializar com quem mora perto e pegar uma carona. Essa é também uma forma de evitar congestionamentos e adiantar a entrada na festa sem perder nenhuma atração. A realizadora e produtora de audiovisual, Gabriela Caldas preferiu se ausentar da função de motorista pela noite desta segunda-feira, 27, para vir ao mercado com uma colega que mora próximo a ela, no bairro Atalaia. "Nunca vou ao Forró Caju ou outros grandes eventos de carro. Acho muito mais conveniente ‘rachar’ a gasolina com alguma carona ou pegar táxi. Vou para as festas me divertir e não me preocupar", conta.
A produtora ainda comentou a imprudência de motoristas que não se preocupam com essa questão. "É uma pena que muitas pessoas se acostumaram a ir às festas com carro e consumir bebidas alcoólicas, mas vai da consciência de cada um. Já estou tranquila por estar fazendo minha parte", reflete Gabriela. Tudo para preservar a tradição junina e o divertimento pacífico.
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