Enquanto o desenvolvimento chegava às regiões vizinhas, os moradores do loteamento Pantanal, no bairro Inácio Barbosa, tiveram que aguardar, por cerca de quatro anos, para que a verba, deixada em caixa no final de 2012, fosse, enfim, transformada em obras que, hoje, dignificam a vida da população. Retomadas em 2018, as ações da Prefeitura de Aracaju, realizadas por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), levaram a tão esperada infraestrutura ao local onde um investimento de aproximadamente R$3,6 milhões, conveniados com o Governo Federal, beneficiou 12 vias com terraplenagem, pavimentação asfáltica, construção de calçadas, além da implantação de rede de drenagem, rede de distribuição de água e esgotamento sanitário.
A comerciante Maria José Ferreira, moradora do Pantanal há cinco anos, bem sabe que não se trata apenas de um asfalto que, aparentemente, é o que dá vivacidade à obra. Dona de uma mercearia, ela afirma que até as vendas melhoraram. “Manter a mercearia era complicado porque, em dias de chuva, ninguém nem passava pela rua e, quando a chuva ia embora, ficava a lama que também fazia a circulação complicada. Depois da obra, até o meu comércio parece que ganhou uma fachada diferente só porque a rua está mais bonita”, contou. 
Até mesmo que vai ao local apenas como visita, pode fazer um antes e depois imaginário, como Maria Aparecida dos Santos. Ela mora no município de Areia Branca, mas, sempre vinha visitar a mãe e, hoje, vem com frequência ver a irmã. “Minha mãe morreu há dois anos e não pode ver essa beleza que ficou a rua que ela morava, mas, minha irmã hoje pode morar num lugar melhor. A diferença é enorme. Todas as vezes que eu vinha, voltava para Areia Branca com o carro todo sujo, ou de lama ou de poeira. Agora, a gente pode passar com tranquilidade e sem se preocupar com a sujeira. As ruas estão muito bonitas e tudo organizado”, contemplou. 
Antes das obras, a principal reclamação era as ruas sem calçamento. Fosse na chuva ou no sol, os transtornos eram recorrentes, como lembrou a moradora Valdivânia Santos. “Moro há 3 anos no Pantanal e só agora a gente pode andar com mais conforto pelas ruas. Não tinha época do ano tranquila. Se chovia, era lama, se fazia sol, era a poeira que entrava em casa e sujava tudo. Agora eu posso dizer que dá gosto morar aqui”, afirmou. 
A falta de infraestrutura foi o que levou Vitor Damaceno a se mudar. Com as melhorias realizadas no loteamento, ele decidiu voltar e, há cinco meses, pode admirar ruas mais limpas e asfaltadas. “Houve uma época em que, para passar pela rua, era preciso usar uma tábua. Não tinha condições de morar por aqui e dizer que se sentia bem. Voltei a morar no Pantanal porque vi a obra andando e tudo ficando melhor para todo mundo. Todas as ruas estão arrumadas e não vamos mais passar pelos problemas de antes”, celebrou. 
O pintor José Isaías de Menezes recorda do dias em que passava pelo loteamento antes das obras começarem. “Eu sempre usei minha bicicleta para sair do São Conrado e fazer alguns trabalhos no Pantanal e já era difícil para empurrar a bicicleta. Carro, aqui, nem passava. Então, tudo era muito complicado. Hoje isso aqui está uma beleza, nem se compara ao que era. Todo o serviço foi muito bem feito e a gente percebe a felicidade dos moradores”, considerou.