A população da rua Massaranduba, no bairro Ponto Novo, tem acompanhado com curiosidade a obra que está sendo feita no local. Os tapumes delimitam o espaço da nova Estação de Entrega Voluntária de Resíduos Sólidos (ecoponto), para descarte adequado de detritos não residenciais.

A assistente social Marinalva Reis se lembra de quando o local era um ponto de descarte irregular de lixo. “Antes, aqui era uma imundície, não tinha nem lugar de passar. Juntava urubus, pombos, era um risco para a saúde e para a segurança”, relata.

Segundo Marinalva, quando começaram a fazer a limpeza para iniciar a obra, tiraram pelo menos umas 15 caçambas de lixo. “Agora, melhorou bastante. A expectativa é que a obra fique pronta e que o pessoal utilize direito para manter o bairro limpo”, considera a moradora.

A aposentada Lenira do Nascimento também relembra que havia uma grande bagunça no local. “Era entulho, muito lixo. Estava muito inseguro também”, recorda. Com o início da obra, Lenira já vê uma grande mudança no local: “em relação ao que era, está ótimo. E a gente espera que continue melhorando, porque vai trazer benefícios para todos aqui do bairro”, avalia.

Descarte consciente
Alguns moradores nem sabem ainda do que se trata a obra, por isso, equipes de educação ambiental da Prefeitura farão visitas à localidade para explicar como utilizar o ecoponto para o descarte adequado de resíduos sólidos.

O pintor Osnir Alves, que tem um empreendimento próximo ao local do ecoponto, via a movimentação da obra com curiosidade, mas não sabia ao certo do que se tratava. Ao ser informado que é um ecoponto, ficou entusiasmado. “Acredito que vai trazer melhorias para o bairro, porque não vai poder mais jogar o lixo espalhado, vai ficar tudo mais organizado”, espera.

O ecoponto que está sendo construído no Ponto Novo seguirá o mesmo modelo dos demais já instalados na capital. Nele, a população contará com um caixa estacionária de 5m³, para os chamados resíduos volumosos, como podas, móveis grandes, embalagens e outros objetos de origem não industrial.

No espaço, haverá também uma caixa para resíduos da construção civil de 30m³ e quatro contentores de 240 litros para resíduos recicláveis e eletrônicos. O ecoponto não recebe lixo domiciliar e todo material recolhido segue para a Cooperativa dos Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care).

A obra foi iniciada em janeiro, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na ordem de R$133.378,76. A unidade fortalecerá as ações de combate ao descarte irregular de lixo na capital.

Atualmente, os aracajuanos podem entregar os materiais de forma gratuita em quatro ecopontos que funcionam de segunda a sábado, das 7h às 12h e das 13h às 17h, nos bairros Industrial, Santos Dumont, Coroa do Meio e 17 de Março.