Cada tijolo erguido na construção de uma escola é uma peça na formação de sonhos, na edificação de planos para o futuro. Os muros de unidades de ensino cercam, na realidade, a esperança de dias mais dignos. Por serem ainda crianças, os alunos podem até não compreender o significado da obra de uma escola, mas, aquelas que vislumbram para eles uma vida plena sabem o que representa. Por isso, a construção Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) José Souza de Jesus teve um sentido especial para as mães de meninos e meninas do bairro 17 de Março, local que abriga o mais novo reduto de conhecimento de Aracaju.
Quando o Dia das Mães se aproxima, neste ano comemorado em 13 de maio, a inauguração da Emef ganha ares de presente, afinal, elas, as mães, fizeram questão de acompanhar, não somente o corte da faixa, mas, todo o processo de construção da escola, que tem capacidade para 445 alunos e que conta com infraestrutura moderna, com nove salas de aula, espaço de música, biblioteca, sala de multimeios, quadra poliesportiva coberta e com arquibancada, área verde e refeitório. Todas as salas de aula são climatizadas e possuem lousa digital.
Iniciada em dezembro de 2015, a obra da escola ficou parada por quase dois anos. Com investimento de mais de R$ 3 milhões, os trabalhos foram retomados em abril de 2017 e concluídos um ano depois. Estas informações técnicas, contudo, começaram a ser revertidas em sorrisos de mães que, por acompanharem arduamente a rotina de seus filhos, têm propriedade para falar da importância da retomada e conclusão da obra.
A esperança de um ensino de qualidade para a filha foi o que motivou Cristiane Barros da Silva a retirar a filha, Evelyn, de 7 anos, de uma escola particular e matriculá-la na Emef José Souza de Jesus. "Tenho certeza que, vindo para esta escola, ela vai ter a mesma qualidade de ensino, ou até melhor, do que tinha na que ela estava. Quando soube da estrutura e do método que será aplicado na escola, tive certeza que estava tomando a decisão certa. Quero que ela construa os próprios sonhos, mas, a minha parte eu procuro fazer, dando instrução e oferecendo boas oportunidades para ela se desenvolver. Acredito que esta escola cumpre o que toda instituição de ensino pública deveria cumprir, proporciona qualidade", afirmou mãe da futura juíza.
Dizem que avó é a segunda mãe e Maria Cristina dos Santos desempenha bem a função. Duas de suas netas, as pequenas Gabriela e Manuela, irão estudar na Emef recém inaugurada e a expectativa é notada não só por parte das alunas, mas, também da avó acolhedora. "É muita alegria para nós do 17 de Março ver uma obra como essa concluída, há muito tempo nós esperávamos por isso. Essa escola nos traz esperança, ainda mais quando a gente percebe que foi feita pensando em dar o melhor para as nossas crianças", disse.
Patrícia dos Santos tem dois filhos, o mais velho, Ítalo estudará na mais nova escola da cidade. Ansiosa pelo início das aulas, ela também espera que a sua filha mais nova, quando chegar à idade, também posso será aluna da Emef do 17 de Março. "Ele sonha em ser goleiro, mas sempre digo a ele que o estudo é necessário e, ainda bem, ele gosta de estudar. Antes eu precisava me deslocar de ônibus para levá-lo à escola, agora, em alguns minutinhos deixo ele para estudar e até nisso a nova escola veio para o bem. Meu sonho é vê-los na faculdade e agora estou vendo esse sonho começar a crescer", contou.
A nova escola é a primeira Emef do bairro 17 de Março e fica ao lado da Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Dr. José Calumby Filho, outra instituição que foi projetada pelo prefeito Edvaldo Nogueira. Sângela Luzia de Farias, inclusive, tem uma filha que estuda na Emei e já espera que ela faça companhia ao irmão já matriculado na Emef. "Toda mãe sonha em dar uma boa educação aos filhos e a sensação que tenho é de gratidão por nosso bairro receber uma escola como essa. Fiz questão de conhecer cada cantinho da escola e, posso dizer, que ela é um verdadeiro presente do Dia das Mães", destacou.
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