Por Verlane Estácio
Grandes apresentações e qualidade musical são características marcantes das bandas que passam pelos palcos do Forró Caju. E isso só é possível graças ao profissionalismo dos músicos e à grande variedade de instrumentos utilizados nos shows. Além da zabumba, da sanfona e do triângulo, muitos grupos também utilizam guitarra, teclado, baixo, bateria, percussão, violão e banjo. As maiores bandas têm até instrumentos de sopro, os chamados ‘metais’.
Saxofone, trombone e trompete ajudam a enriquecer os mais variados sons. Mas é preciso fôlego, talento e muito treino para tocar forró, sobretudo os estilos mais agitados. Compondo o trio de metais da banda Forró dos Plays, Marcelo Alencar, Everton Vilar e Daniel Gomes dão um show à parte no quesito competência.
De acordo com eles, o som dos instrumentos de sopro é responsável por trazer mais ‘pressão’ e energia ao forró. Os metais também dão uma roupagem nova ao ritmo mais tradicional do Nordeste.
"Os instrumentos de sopro fazem com que o som fique mais moderno, diferenciando do forró tradicional. Percebemos uma agitação maior quando começamos a tocar. O público se anima com nosso som e acaba passando para a gente esse energia boa e positiva", comenta Marcelo Alencar.
Empolgação
Tocando saxofone profissionalmente há 6 anos, Everton Vilar também destaca a empolgação do público com os som dos metais. "Tenho prazer tocando qualquer ritmo, mas não posso deixar de falar da animação do público forrozeiro. Quando os fãs ouvem nosso som, não ficam parados e sempre fazem questão de passar essa grande alegria pra a gente", enfatiza Everton.
O sanfoneiro da banda Forró dos Plays, Elias Ferreira, comenta que 90% dos shows da banda têm a participação dos metais. "Os arranjos e solos que eles produzem ajudam a música a ficar mais bonita. Sem contar que quando não estão tocando, estão lá na frente interagindo com os fãs. Comigo o contato acontece a todo o tempo. Criamos passos e brincamos o tempo inteiro, sem esquecer da parte profissional, é claro", diz o sanfoneiro.
Calipso
E o calipso também entra no embalo dos metais. "Diferente do que acontece no forró, o som dos metais no calipso é mais alto e agressivo. O objetivo é chamar atenção para a música, trazer maior energia e chamar a galera para pular, pois há uma identificação inconsciente com o som, fazendo com que todos fiquem em alto astral", explica Robson Rojazz, saxofonista da banda Companhia do Calypso.
Fique informado: As notícias mais recentes sobre Edvaldo






