Na cena musical há 46 anos, ele tem uma das mais relevantes e reconhecidas carreiras como cantor, compositor e guitarrista no Brasil. Além de conquistar todo o país, Gilberto Gil tem mostrado seu trabalho mundo afora desde 1978, ano em que se destacou no Montreux Jazz Festival, na Suíça. O artista baiano sempre viaja em excursão para a Europa, Américas e Oriente, levando sua música contagiante, com forte tendência rítmica e riqueza melódica.

Com 52 álbuns lançados, Gilberto Gil tem 12 discos de ouro, cinco discos de platina, sete Grammy Awards e mais de quatro milhões de discos vendidos. Em dezembro de 2009, lançou o CD/DVD BandaDois, registro do show gravado ao vivo em setembro no Teatro Bradesco, em São Paulo. E no início deste mês, o artista presenteou o público com o álbum ‘Fé na Festa’, que tem um repertório quase todo de músicas inéditas e totalmente dedicado ao universo das festas juninas e ritmos nordestinos.

Após oito anos sem se apresentar no Forró Caju, Gilberto Gil volta a fazer parte da programação da festa e promete um show inesquecível. Em entrevista à Agência Aracaju de Notícias (AAN), o cantor e compositor confessou ser mais apaixonado pelos festejos juninos do que pelo Carnaval e disse estar realizado por fazer o circuito das festas nordestinas este ano.

Agência Aracaju de Notícias (AAN) Daqui a quatro anos você completa 50 anos de vida artística. Já está pensando em algum projeto para celebrar a data? 

Gilberto Gil (GG) – Ainda tem muita água para correr debaixo da ponte e cada coisa em sua hora. Agora só consigo pensar no ‘Fé na festa’ e na minha turnê pelo Nordeste agora em junho.

AANQual a avaliação da turnê realizada no mês de março nos Estados Unidos  com o show ‘BandaDois’, com participação especial de Jaques  Morelenbaum? 

GG – A avaliação é a melhor possível. O público tem sido cada vez mais receptivo ao nosso trabalho lá fora. Também, já são anos de turnês de vários artistas por lá.

AANEm 46 anos de vida artística, depois de misturar vários ritmos – como baião, samba, bossa-nova, rock, reggae, funk e afoxé -, você acha que ainda falta fazer alguma coisa profissionalmente? 

GG – Sempre falta fazer alguma coisa, senão não tem graça.

AANQuais as características que diferenciam o público europeu do brasileiro? 

GG – Olha… é obvio que o entendimento das letras dá outra dimensão à compreensão do trabalho, mas os europeus gostam muito do Brasil e da música brasileira.

AANApós oito anos sem se apresentar no Forró Caju, qual a sua expectativa em relação à festa? 

GG – Eu sou louco pelas festas juninas, muito mais do que por Carnaval, e por isso estou feliz por fazer o circuito das festas nordestinas, que são as melhores do Brasil.

AANO que o público forrozeiro pode aguardar do show? Fale um pouco do seu repertório. 

GG – Além de várias músicas do novo CD ‘Fé na festa’, vou agregar alguns sucessos de outros artistas, a começar pelo rei Luiz Gonzaga, e também músicas minhas de outras épocas.

AANQual a importância das novas mídias (Orkut, youtube, tuitter, facebook) para você?

GG – Elas são, realmente, a forma de comunicação mais próxima do público.  Agora é assim: temos que estar ligados em todos os canais de comunicação.