Desde 2017, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), vem investindo e priorizando a participação de quadrilhas juninas em eventos realizados na capital, fortalecendo essa importante manifestação da cultura sergipana. O apoio ocorre não apenas na inclusão desses grupos nos festejos, mas também por meio do incentivo financeiro.
E o Forró Caju 2024 é exemplo da valorização do município às quadrilhas juninas. Com isso, ao longo da programação do evento, aracajuanos e turistas têm a oportunidade de curtir a magia das quadrilha juninas. Este ano, as apresentações dentro do ciclo junino ocorreram ainda no dia 31 de maio, com a apresentação da Quadrilha Junina Século XX, nos Festejos Juninos da Rua de São João, uma parceria entre a Prefeitura de Aracaju e o Centro Social e Cultural São João de Deus. Ainda como parte da programação desse evento, será realizado o tradicional concurso de quadrilhas juninas, popularmente conhecido como “Maracanã das Quadrilhas”.
O presidente da Funcaju, Luciano Correia, lembra que, após o período da pandemia, a partir da retomada da realização de eventos presenciais, a Prefeitura voltou a inserir as apresentações de quadrilha junina na programação do Forró Caju, especificamente no Palco Gerson Filho.
“Há anos as quadrilhas vinham perdendo força, mas com o investimento que a Prefeitura de Aracaju tem feito, esse quadro se reverteu muito. As quadrilhas juninas são atrações que mobilizam bastante o público e encantam a juventude”, destaca.
Segundo Luciano Correia, em Aracaju existem cerca de dez grupos de quadrilha junina para competição, e a gestão municipal está dando apoio a todas elas, “seja direto, ou através da execução de emendas parlamentares, que é outra oportunidade que têm sido criada, com o apoio dos vereadores que fizeram indicações dirigidas a quadrilhas juninas, e cuja execução também passa pela Funcaju”.
Outro momento importante é o Circular Junino, evento em que acontecem as apresentações receptivas para turistas que chegam nos pontos de entrada da cidade, como aeroporto, rodoviárias, mercados centrais e Feira do Turista. Esses locais recebem as apresentações de grupos de pé de serra e de quadrilhas juninas.
“Essa é uma outra forma também de, não apenas promover a nossa cultura, mas também de divulgar e fazer circular esses trabalhos artísticos, e sobretudo, de levar um fomento, um apoio direto, um incentivo financeiro para que esses grupos continuem existindo”, explicou Luciano Correia.
Ainda dentro da programação do Forró Caju, será realizado o São João na Praça, de 10 a 21 de junho, na praça General Valadão, em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE). Além de diversas atrações, o evento contará com o "Concurso de Quadrilhas Juninas Seu Menino”, promovido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc).
Cultura e economia
A inserção de grupos de quadrilha na programação dos eventos juninos, além de fomentar a cultura local, também movimenta a economia da cidade e com isso atrai turistas para a capital interessados em conhecer melhor as características da cultura local, impactando positivamente o comércio.
“As quadrilhas juninas movimentam toda uma cadeia de lojas e fornecedores envolvidos na produção de indumentárias, calçados, chapéus, instrumentos musicais, e de artistas que se apresentam. Como fruto da sofisticação das coreografias e o refinamento das indumentárias, temos hoje que as fantasias representam uma boa soma de recursos”, disse Luciano Correia.
O servidor público Cristiano Dias, de 37 anos, faz parte do movimento junino de maneira profissional há 25 anos. Ele é diretor e componente da Quadrilha Junina Século XX e fundador do Grupo Cacimba Nova, que participa da Marinete do Forró. Para ele, o incentivo da gestão municipal é de suma importância ao fomento e manutenção das quadrilhas juninas.
“Nos últimos anos a Prefeitura de Aracaju vem dando um grande apoio e inserindo as quadrilhas juninas em toda a sua programação. Além de ser um apoio financeiro, que é o que o movimento das quadrilhas juninas mais precisam, consequentemente os grupos também passam a ter mais visibilidade, porque aparecem na mídia, nos pontos turísticos, e divulgam o seu trabalho”, afirmou.
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