O Forró Caju continua atraindo multidões com sua programação diversificada e celebrações típicas juninas. Com a presença marcante de artistas sergipanos, o Palco Gerson Filho garantiu apresentações que ficarão na memória de todos que participaram. A primeira atração desta segunda noite, 24, dia de São João, foi do Trio Ave Rara, seguido do sanfoneiro Lucas Campelo, que deu um show à parte na sua apresentação cheia de irreverência e de interação com o público.
Figura já conhecida do Forró Caju, Lucas Campelo teve o seu ponto alto quando abriu uma roda de quadrilha durante a sua apresentação, momento em que todos os presentes aproveitaram para interagir. “Estar no Forró Caju mais uma vez, e ainda mais nesse dia de São João, é a realização de um sonho, em especial no Palco Gerson Filho, onde já estiveram tantos artistas que já me inspiraram também. A energia do público foi incrível, as pessoas interagiram, todo mundo se envolveu. A gente precisa ter a nossa identidade cultural do povo nordestino. Então, é importante ter cada vez mais espaços para que os artistas locais possam ter acesso aos diversos palcos e estarem mais próximos do povo”, disse.
A terceira apresentação foi a tão aguardada quadrilha junina. Dessa vez, o grupo Raio da Silibrina, de Lagarto (SE), que tem mais de 100 integrantes. O marcador do grupo, Antônio Clécio Santos, destacou que esse foi um momento histórico para eles, e que o evento é uma forma de aproximar a quadrilha do público. “Essa é a nossa primeira vez no Forró Caju. Todos os eventos que buscam valorizar e expor o nosso trabalho e a cultura junina são muito importantes. O Forró Caju está colocando as quadrilhas na vitrine da cultura sergipana, e isso é fundamental para a gente”, declarou.
As pessoas que estavam assistindo colocaram em prática o seu bom forró, sejam sozinhas ou agarradas aos pares. A bióloga Brenda Libório Prado Morais, de 35 anos, compareceu com o marido e as duas filhas, e todos curtiram bastante a programação. “O Palco Gerson Filho é muito importante porque é um local que traz a nossa raiz mesmo, mostra como é a música nordestina e a necessidade de se resgatar a nossa cultura. Eu gosto muito desse local, que é bem tranquilo. Eu trago minha filha, que é pequenininha, e fica mais fácil para ela brincar e eu ficar observando”, afirmou.
Júlia Delmondes Freitas era uma das mais animadas durante as apresentações. “É maravilhoso, está muito divertido, bastante próximo e acolhedor, e isso é o São João, um misto de amizade, dança e tudo mais. É um palco essencial, pois Sergipe precisa valorizar a arte local, destacar os seus artistas, porque não é fácil viver de arte. Estão todos de parabéns”, disse. Quem estava com ela era o aposentado Rubens Santana, de 74 anos. “Eu gosto muito do Forró Caju, principalmente desse palco Gerson Filho, porque é aqui nesse ambiente do mercado, com artistas sergipanos. A programação está excelente”, destacou.
Após a apresentação da quadrilha Raio da Silibrina, se apresentaram no palco também as seguintes atrações: Fábio de Estância, a dupla Chiko Queiroga e Antônio Rogério, Forró Candieiro de Prata e cantora Dani Martins, que finalizou a noite.