Na tarde deste sábado, 7, a rede municipal de ensino de Aracaju participou do tradicional desfile cívico promovido pelo Governo de Sergipe. O evento ocorreu na avenida Barão de Maruim, contando com a presença de dez Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs) da capital, e a participação de 643 alunos.
Com o apoio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), as escolas da rede mostraram ao público o trabalho realizado referente à valorização da identidade e da história brasileira, e também das experiências cívicas e culturais.
Secretário municipal da Educação, Ricardo Abreu participou do planejamento dos desfiles das escolas da rede e prestigiou os alunos na tarde deste sábado. O gestor agradece e parabeniza a todos da rede e da Seduc que fizeram uma celebração organizada, bonita e bastante significativa para os estudantes.
"As escolas da rede pública municipal de ensino deram um show. Foi um espetáculo de organização, motivação e muita alegria. Parabenizo aos diretores das escolas e a todo o corpo coreográfico de cada uma, aos professores e alunos envolvidos, e a equipe da Semed, que já trabalha para a organização deste evento há alguns meses. Felicito também a todos da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura de Sergipe, a Seduc, que trabalharam incansavelmente e fizeram um espetáculo irretocável", expressa Ricardo.
Valorização e pertencimento
A Emef Oviêdo Teixeira, do bairro Olaria, levou 80 alunos ao desfile cívico. O diretor da unidade de ensino, José Fraga, diz que, como há muitos anos a escola não participava deste evento em comemoração ao 7 de setembro, muitos alunos nunca haviam desfilado ou ido à Barão de Maruim neste dia. Ele ressalta que a iniciativa incentiva o interesse dos discentes para que no ano seguinte haja um quantitativo ainda maior de estudantes desfilando.
"Desde que assumimos a gestão, no início do ano, toda a equipe diretiva vem divulgando a importância da participação no desfile cívico. Tivemos algumas resistências, mas com o primeiro som do bumbo, a criançada e os adolescentes foram percebendo o quão é empolgante estarem presentes nos ensaios, na quadra da escola, e/ou pelas ruas do bairro. Ao tempo que ensaiavam, aumentava a ansiedade em saber qual a vestimenta de cada um e em qual local ocorreria o evento", relata o diretor.
Aluna da Emef Juscelino Kubitschek, Yasmin Gabrielle Freire, de 14 anos e cursando o 7º ano, participou de um desfile cívico pela primeira vez. Natural do Rio de Janeiro (RJ) e morando em Aracaju há pouco tempo, ela diz que nas escolas que estudava não havia muito incentivo para participar de uma celebração assim.
 "Acho muito importante participarmos, estarmos aqui representando nossa escola e nosso país. É um momento em que a gente celebra nossa autonomia, enquanto nação, e também a democracia. Há muita harmonia entre todos e a gente se une ainda mais. Começamos os ensaios um pouco depois do início das aulas e tudo está maravilhoso, tudo lindo, e eu estou muito orgulhosa da minha Emef", expressa Yasmin.
Estudante da Emef Prof. Sérgio Francisco da Silva e membro do Conselho Escolar, Anthony Gabriel Azevedo, de 15 anos e cursando o 9º ano, conta que participar de um projeto como este faz com que os jovens mantenham-se com uma ocupação durante o contraturno da escola, além de terem a oportunidade de aprender algo novo.
"Sou pratista do corpo musical da nossa banda. É emocionante estar aqui hoje. Estávamos ensaiando de segunda a sábado, todas as noites. Participar do desfile cívico me distrai a mente, faz esquecer algumas preocupações e nos dá uma ocupação. Acho muito legal a questão de aprender a tocar um instrumento musical e celebrar a Independência do nosso país", explana Gabriel.
A professora de Letras, Jaqueline Lima, que estava com família e amigos prestigiando o desfile, elogia os alunos da rede municipal e pontua o quão significativo é ter a participação de estudantes tão jovens em um evento como este.
"A participação de um aluno em desfile cívico faz com que ele desenvolva protagonismo juvenil, e unificar a rede estadual e municipal em um só desfile mostra que todos têm um mesmo propósito. Esse incentivo às atividades cívicas devem começar nos anos iniciais. A Semed está muito bem organizada, vemos que os estudantes estão felizes em estar aqui. É algo muito democrático e importante", afirma Jaqueline.