A 13ª edição do Encontro Macrorregional do Nordeste de Coordenadores de DST/Aids teve início na manhã desta quinta-feira, 23, no Hotel Parque dos Coqueiros. Cerca de 200 pessoas estiveram presentes na abertura. O Encontro visa à discussão de diretrizes e ações de prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis na região do país com o maior número de Estados. O evento prossegue até amanhã, sexta-feira.

Antes do início das atividades, um vídeo com as belezas naturais dos nove Estados nordestinos foi exibido. A capital saudou os visitantes ao som de ‘Ruas de Ará’ e batuques de martelo em tábuas de caranguejo. A animação contagiou a todos, mas não tirou a seriedade do assunto a ser abordado.

O secretário municipal de Saúde, Marcos Ramos, foi representado pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Aracaju, Tânia Santos. "Esse momento é de reflexão para todos nós e mostra o que deve ser feito e analisado em prol da eficácia das políticas públicas de enfretamento dessas doenças", disse Tânia.

Durante os dois dias de trabalho, os congressistas debaterão os principais problemas observados na região. "Ampliaremos a discussão sobre o controle de DSTs na Atenção Básica, ampliação do diagnóstico do HIV e a prevenção positiva, que é voltada a pessoas já portadoras do vírus", afirmou o coordenador do Programa Municipal de DSTs/Aids, Eudes Barroso.

Para ele, apesar de os programas voltarem suas atenções para várias doenças, a Aids ainda é o principal foco. "Isso acontece porque se nós ampliarmos o trabalho de contenção da Aids, automaticamente minimizaremos as outras doenças transmitidas via sexo", complementou.

Desafios

De acordo com o coordenador do Programa Estadual de DST/Aids, Almir Santana, a necessidade de ampliação do diagnóstico precoce continua sendo o ponto de maior estrangulamento. "Na nossa região, o diagnóstico do HIV é feito de forma bastante tardia, dificultando o tratamento das pessoas soropositivas", explicou.

Almir também falou sobre a realidade de Sergipe. "Em nosso Estado, eu diria que um dos grandes desafios é a descentralização. Precisamos envolver mais os municípios do interior e facilitar o acesso das pessoas às informações e equipamentos sociais", afirma.

O representante do Ministério da Saúde (MS), Joel Nunes, que participa do Encontro, disse que o debate sobre as DSTs tem avançado significantemente no Nordeste. "Isso ocorre mesmo havendo diferenças muito explícitas entre um Estado e outro no que se refere à situação epidemiológica", informou.