O Estádio Lourival Baptista, localizado no bairro 13 de julho, zona Sul da capital, é o grande palco de mais uma edição da Taça Rede Gol, evento esportivo que iniciou nessa quinta-feira, 10, e vai até o próximo domingo, 13.
A competição reúne em Aracaju 80 equipes de 15 municípios de Sergipe, Alagoas e Bahia, disputando nas categorias que vão do Sub 8 ao Sub 18 no masculino, e o Sub 14 no feminino.
Dentre as equipes participantes, estão as turmas do Sub 10 masculino e do Sub 14 feminino que fazem aula na Estação Cidadania – Esporte Radialista Carlos Magno, localizada no bairro Bugio, na zona Norte de Aracaju.
Acompanhando os alunos no evento, a secretária Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp), Liliane Borba, destacou a importância da participação deles para o processo de formação enquanto jovens que sonham em se tornar atletas profissionais.
“A vivência dos alunos da Estação nesta competição, com equipes daqui de Sergipe e de outros estados, contribui para que eles possam evoluir no esporte, porque essa interação social é enriquecedora, principalmente para eles que vêm de um projeto social e estão sendo incluídos numa competição de grande relevância no estado, tendo o aprendizado na prática, para além das aulas e do trabalho desenvolvido no espaço poliesportivo”, pontua  a gestora. 
O foco do evento é fortalecer o futebol de base, para o desenvolvimento de crianças e jovens nesta modalidade, e, assim, construir um caminho de possibilidades para que esses atletas  possam seguir carreira, mas também aproximá-los cada vez mais da prática esportiva.
Nesse sentido, uma das organizadoras do evento, Carla Santana, reforçou a proposta do evento em buscar incluir, desenvolver e revelar promessas do esporte.
“A Taça Rede Gol é uma oportunidade para os atletas masculinos e femininos  jogarem no principal estádio de Aracaju e de Sergipe, a Arena Batistão, já que muitos deles ainda não tinham vivido essa experiência, possibilitando, assim, a inclusão e o desenvolvimento através do esporte”, relata a organizadora.
A Taça tem também a presença de observadores de clubes nacionais como Fluminense, Bahia, Botafogo e Palmeiras, a fim de visualizar atletas que tenham destaque durante as disputas. Assim, o observador técnico do Fluminense, Advaldo Silva, falou porque é tão necessário que esses eventos aconteçam como ferramenta de manutenção da base esportiva no Brasil.. 
“A gente fica muito feliz em ver um evento dessa dimensão e mais feliz ainda quando encontramos um atleta talentoso, que possamos levar para o clube. Geralmente, a gente observa o todo, sem essa diferença de clube maior, clube menor; projeto maior, projeto menor. Às vezes tem um atleta que está num projeto que é inferior, mas ali sim tem aquele  atleta que a gente sempre vem buscando, que é o jogador talentoso”, disse o observador.
Para Jordano Bruno, professor da Estação Cidadania, essa experiência é necessária para que os alunos possam crescer por meio da prática da modalidade.
“Tê-los nesse evento vai muito além de desenvolver as habilidades, mas desenvolve também o social e mostra para eles que é possível ir em busca de realizar o sonho de ser atleta. Claro, sempre destacando para eles a necessidade de abraçar a oportunidade, serem dedicados nas aulas, aproveitar o acolhimento da Estação Cidadania para alcançar situações como a que eles estão vivendo nessa competição”, relata o técnico das equipes.
Fazendo aula no espaço poliesportivo desde junho, a aluna Beatriz Lima contou como está sendo especial participar do evento.
“Eu entrei na Estação para jogar futebol, porque todo mundo minha família joga e eu queria jogar também. Tem pouco tempo que estou lá, mas já pude participar dessa competição e entrar pela primeira vez no Batistão, isso tá sendo bastante legal”, conta entusiasmada a atleta de 11 anos.