O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, prestigiou a posse da juíza Maria Aparecida Gama no cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ-SE), o mais alto grau na carreira da magistratura. A concorrida solenidade aconteceu na noite de ontem, quarta-feira, no auditório Governador José Rollemberg Leite do Palácio da Justiça, localizado na praça Fausto Cardoso.
"A nomeação de Aparecida Gama engrandece e eleva o judiciário sergipano. Nela encontramos características que são difíceis de reunir num único magistrado: é inteligente, ética, perspicaz, tem uma grande cultura jurídica e humanística e possuiu um senso de justiça muito apurado, principalmente em relação aos mais pobres. Portanto, é motivo de muita alegria e orgulho ter a sua presença na corte maior do judiciário sergipano", declarou o prefeito.
O governador Marcelo Déda ressaltou o pioneirismo do TJ-SE ao incorporar aos seus quadros juízas de carreira para um espaço que historicamente foi dominado pelos homens. "A desembargadora Aparecida traduz como poucas a capacidade, a inteligência e a competência dos que escolheram a carreira jurídica. Esse é um momento de alegria para o Tribunal, que vem nesta noite homenagear o talento da mulher sergipana", afirmou.
Maria Aparecida Gama foi escolhida pelo critério de merecimento para ocupar a vaga deixada com a aposentadoria compulsória da desembargadora Madeleine Alves Gouveia, que presidiu com competência e dedicação o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE) até o final do ano passado. Atualmente, a nova desembargadora estava lotada na 13ª Vara Cível da Comarca de Aracaju e era juíza auxiliar do presidente do TJ-SE, Artêmio Barreto.
Emoção
No seu discurso, a desembargadora recém-empossada fez uma homenagem especial à família e uma retrospectiva da carreira, iniciada como advogada da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), na década de 70, passando a juíza das comarcas de Porto da Folha, Aquidabã, Japaratuba, São Cristóvão e, por fim, Aracaju. "Em cada um dos semblantes que lotam esse auditório vejo um amigo e revivo a recordação e o reconhecimento dos momentos partilhados nessa caminhada", disse.
O momento de maior emoção foi quando Aparecida relatou uma experiência pessoal que influenciou decisivamente a profissão escolhida poe ela. "Meu compromisso com o judiciário justo advém da infância, quando nós, os ´Cearás´, fomos vítimas da disputa dos grupos políticos pela perpetuação do poder, sob às vistas de um sistema judiciário, então, em sua grande parte, submisso ao poder político dominante". E completou: "A magistrada que sou, o meu senso de justiça, equilíbrio e ponderação, serão aperfeiçoado pelo debate, sensatez e experiência dos eminentes desembargadores que honram e dignificam o judiciário".
Presenças
Participaram da solenidade o ex-governador Seixas Dórea; o presidente do TRE-SE, Cláudio Dinart Déda Chagas; a primeira-dama do Estado, Eliane Aquino; o senador Antônio Carlos Valadares; os deputados federais Jackson Barreto e Valadares Filho; o presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Sergipe, Valmir Macedo; o presidente da OAB nacional, Cezar Britto; a presidente do Ministério Público Federal em Sergipe, Eunice Dantas; os reitores José Modesto dos Passos Subrinho (UFS) e Jouberto Uchôa de Mendonça (Unit); além prefeitos, deputados estaduais, vereadores, secretários de Estado e do Município e outras autoridades.
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