“Nós disponibilizamos as atividades impressas para que os pais e responsáveis pegassem na escola, mas eu já sabia que boa parte não iria e, se eu ficasse esperando, nós não conseguiríamos atingir o percentual esperado de aprendizagem dos alunos. Mandei áudio por Whatsapp avisando o horário e local que estaria, peguei estrada de chão, tangi bois no caminho, fiquei embaixo de sol esperando os pais e o resultado é que, dos 40 alunos da escola que moram na comunidade, consegui entregar as atividades para 35”, conta Vilma.
Após a entrega destas atividades, os alunos são monitorados pelos professores através do Whatsapp. Depois de duas semanas, esses exercícios são recolhidos e outros são entregues, novamente. “É a escola que tem que ir atrás dos alunos mesmo. E foi muito bom ver como os pais se sentiram importantes, com a escola indo até eles. E muitos pais, avós, tios mostravam orgulhosos as atividades respondidas pelas crianças. Isso é gratificante”, comemora Vilma.
A diarista Maria de Menezes é uma das mães que se sentem agradecidas à diretora pela iniciativa. “Gostei muito do que ela fez. Nós moramos em um lugar em que é difícil para se locomover para outros bairros e foi uma atitude muito bonita trazer o dever das crianças até nós. Não é a mesma coisa que estudar na escola, mas devido ao momento em que estamos vivendo, é necessário”, elogia Maria.
A dona de casa Silvanete de Araújo, mãe de um aluno da Educação Infantil, também elogiou a iniciativa da diretora. “Gostei muito dela ter vindo aqui entregar os materiais. Nunca nenhuma outra professora fez isso. Facilitou a vida da gente, que está estudando em casa com os filhos, e não temos que nos deslocar até outro bairro para buscar as atividades”, comenta Silvanete.
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