A Secretaria Municipal da Assistência Social de Aracaju, por meio da Diretoria de Direitos Humanos, realizou na tarde desta terça-feira, 8, a formação “Direitos Humanos e Cidadania LGBT”, no Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Benjamin Alves.
Entender as diferenças entre identidade de gênero e orientação sexual, além da forma como as pessoas trans devem ser saudadas, são alguns exemplos de questões que ainda geram dúvidas na sociedade. Neste viés, o evento foi realizado para elucidar indagações e com o objetivo de qualificar os trabalhadores da Assistência sobre outros temas ligados ao público LGBT.
Segundo o coordenador de Promoção de Equidade da Assistência, Paulo Victor Melo, essa formação é pautada nas políticas que regem a Assistência Social, que estabelecem como público prioritário a família e toda a sua diversidade. “O conceito de família vem sendo transformado. Não temos apenas aquela família composta por pai e mãe, homem e mulher. Hoje nós temos realidades imensas de famílias diversas, onde são formadas por dois homens ou duas mulheres que têm filhos em casa. E nós, enquanto poder público, devemos trabalhar na proteção dessa diversidade. Então, formulamos essa ação com a ideia de dialogar com os trabalhadores da Assistência Social sobre qual deve ser o tratamento oferecido a essa família diversa, garantindo seus direitos, dignidade, e não sendo um ambiente onde o preconceito é reproduzido”, explica.
Para o assessor de assuntos técnicos da diretoria de Direitos Humanos, Marcelo Lima, que também mediou a formação, a Assistência Social é uma das principais portas de entrada para o acolhimento da comunidade. “É de extrema importância preparar os profissionais que trabalham nessas instituições para entender esse segmento, de quem se trata essa população e considerá-los cidadãos de direito, incluindo esse público cada vez mais nas políticas públicas diversas, sobretudo nas pastas da Saúde, Educação e Assistência”.
A coordenadora do Cras Benjamin Alves, Iuná Maria de Almeida, aprovou a iniciativa por perceber as dúvidas que surgem entre os próprios trabalhadores. “É muito importante uma ação como essa porque agrega mais conhecimento para nós. Ficamos muito felizes pelo aprendizado que obtivemos e desejamos que momentos como esse se repitam várias vezes”.
Um dos beneficiados com a formação foi o psicólogo Roberto Lima, que considerou a o momento como um processo de expansão de seus conhecimentos. “É uma maneira bastante esclarecedora por estarmos falando de terminologias que sempre se renovam. É preciso que tenhamos conhecimento para que possamos pô-los prática e atender também às demandas também do público LGBT”, finaliza.
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