Na noite de ontem, quarta-feira, o VII Fórum do Forró foi aberto por Paulo Corrêa, um dos seus coordenadores, mas o debate que iniciou os trabalhos teve a presença do sociólogo pernambucano José Manoel, do compositor cearense Waldonys, do mestre Dominguinhos e do diretor do museu de Luís Gonzaga, Zé Nobre.

Entre as personalidades que prestigiaram o evento estavam o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, Edgard do Acordeon, Amorosa, Joseane de Josa, Josa – O Vaqueiro do Sertão, Erivaldo de Carira, Mestrinho, Erivaldinho, Silvério Pessoa, Pantera e o Trio Juriti.

Zé Nobre, que esteve em Aracaju na primeira edição, participou do debate falando sobre Luís Gonzaga. "É uma honra falar hoje do filho de coração do Rei do Baião. Segundo Gonzaga, quando ele se aposentasse, passaria a sua sanfona para o grande Dominguinhos, mas já vimos que ele passou muito mais do que isso", ressalvou.

Ele também apresentou ao público várias composições que foram feitas em homenagem ao Rei do Baião, destacando que Elba Ramalho, Gilberto Gil, Gonzaguinha, Dominguinhos e Sivuca são alguns dos artistas consagrados que imortalizaram a sua obra com gravações.

Durante o debate, houve a apresentação do vídeo sobre o Museu Fonográfico de Luís Gonzaga, coordenado por Zé Nobre em Campina Grande, momento bastante aplaudido pelos participantes. Também foi exibido o documentário ‘O Forró de Dominguinhos’, que retrata os shows mais importantes da sua carreira, as pessoas com quem mais gostou de tocar, entre outros momentos emocionantes e únicos da sua vida.

Dominguinhos, durante o debate, contou um pouco da sua trajetória, família, amigos e parcerias, além de comentar os recortes de jornais e revistas, fotos, entre outros fatos apresentados pelo sociólogo, produtor cultural e pesquisador da música nordestina, Jósé Manoel de Lemos Pereira.

Ao final do debate, o compositor cearense Waldonys e Dominguinhos tocaram a música ‘Noite Sergipana’, uma valsa que Dominguinhos fez na época em que residiu em Aracaju. "Não posso ir embora dessa cidade sem tocar esta música que fiz em homenagem a Sergipe", declarou o mestre.

"Eu tive o prazer de conhecer Dominguinhos aos 11 anos de idade, chegando a Luís Gonzaga através dele. Eu digo que ele é a minha porta para o céu. Para mim, a história da sanfona no Brasil se resume a antes e depois da trajetória de Dominguinhos", comentou Waldonys. Outro artista que homenageou Dominguinhos foi o cantor Pantera, que cantou uma música composta por Toninho Horta e emocionou a figura do homenageado desta edição.