A construção de uma cidade mais humana acontece, também, por intermédio das ações de conservação dos ambientes. Neste sentido, frequentemente, a Prefeitura de Aracaju realiza serviços de limpeza nos lagos naturais e artificiais instalados nos espaços gerenciados pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb).
Assim, as tarefas de lavagem das estruturas, renovação das águas e retirada dos resíduos são efetuadas de acordo com as especificidades de cada local. Na praça Tobias Barreto, por exemplo, situada no bairro São José, a limpeza é executada com uma logística diferenciada, de forma que os peixes não sofram estresse.
“Inicialmente, montamos uma mini barragem para otimizar a despescagem. Em seguida, com o suporte da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), retiramos a água com a utilização de uma bomba de sucção para que seja efetuada a lavagem. Finalizamos os trabalhos com a reposição da água potável, por meio de caminhões-pipa, e a recolocação dos peixes. A operação dura em torno de dois dias e ocorre em média a cada seis meses”, detalhou o diretor de Operações, Bruno Moraes.
 
Conforme explicou o diretor, o mesmo tipo de intervenção acontece com regularidade no lago artificial da praça Olímpio Campos, que compõe um dos cenários históricos da região central da cidade.
A manutenção da fonte de água do calçadão da Praia Formosa, no bairro 13 de Julho, também integra o cronograma de atividades da empresa municipal. Lá, a cada 45 dias, os agentes fazem a remoção do limo e outros sedimentos acumulados na parte interna e concluem com a aplicação do sabão geleia e lavagem. “O lago é reabastecido com água proveniente do poço artesiano de uma das bases de abastecimento da Emsurb”, acrescentou Bruno.
Sementeira
No âmbito dos cuidados com os espaços de convivência da capital, a Emsurb executa o procedimento de limpeza nos lagos do Parque Governador Augusto Franco (Sementeira). Com o auxílio de equipamentos manuais, os agentes removem as plantas aquáticas, em excesso, por toda a extensão da lâmina d´água. A ação inclui também a capinação e roçagem mecanizada no entorno. De acordo com a coordenação do parque, as atividades são programadas com base nas demandas identificadas durante vistoria técnica.
Além disso, com o intuito de manter a qualidade da água e, consequentemente, a vida dos seres vivos presentes neste ecossistema, a empresa concluiu, nos últimos dias, a instalação de dois aeradores. 
“Esses equipamentos irão melhorar a oxigenação dos lagos, auxiliando na difusão de subprodutos como nitrito e gás carbônico, por exemplo, e possibilitando uma boa alimentação natural para os peixes. Eles estão posicionados estrategicamente e possuem programação automática que faz com que seja acionado pelo dia e pela noite”, informou o diretor.
Com relação aos lagos da Orla da Atalaia, ele reiterou que as intervenções são de competência da Fundação Projeto Tamar. “A região dos lagos, como é mais conhecida, foi concedida ao projeto através de uma cessão na época da sua construção, ficando com o mesma a responsabilidade pela sua limpeza”, salienta Castro.