Entre os 5.000 participantes inscritos para a 37ª edição da Corrida Cidade de Aracaju estão os servidores públicos do Município, os quais competem numa categoria específica. Além de isentos da taxa de inscrição, eles concorrem a prêmios em dinheiro e troféu.
 
Serão premiados os cinco primeiros servidores classificados dentro da colocação no percurso 24 km, bem como as cinco primeiras servidoras, além dos três primeiros servidores e três primeiras servidoras no percurso de 10 km.
Para além de participar da corrida com o intuito de competir pelo prêmio, o servidor público municipal de Aracaju deve aproveitar a ocasião para testar seus limites, tendo em vista a dificuldade imposta pelo percurso entre São Cristóvão e Aracaju, e celebrar os 167 anos da cidade.
Com 17 anos de experiência em corrida, se encaminhando para a 15ª participação na Corrida Cidade de Aracaju, Wilson Amaral, coordenador do Planejamento Estratégico da Prefeitura de Aracaju, é um dos inscritos da categoria servidor público e vai realizar o percurso de 24 km.
 
Ele começou a correr como forma de incentivar um cunhado que precisava realizar o exercício físico após recomendação médica. Desde então, Wilson foi aprimorando seu desempenho na corrida e participa atualmente de diversas competições no país. Para ele, a Corrida Cidade de Aracaju se destaca por ser uma prova que exige bastante técnica do corredor.
“A preparação para uma corrida como essa envolve vários fatores, não só correr, mas a questão de você se alimentar bem, fazer o acompanhamento com uma nutricionista, a preparação para o seu corpo enfrentar um desafio como esse. A corrida exige demais do seu corpo, e isso atrai muito os corredores, por conta do desafio, das subidas e descidas que tem no percurso. Você tem que dosar o seu ritmo, saber a hora que você pode forçar, saber a hora que você tem que economizar. Os 14 primeiros quilômetros da prova são encantadores. O grande encanto dessa corrida é esse: a técnica que você tem que utilizar para conseguir completar a prova tranquilamente”, diz.
Convidada a correr com um casal de amigos em agosto de 2015, Roberta Salgado, diretora da proteção social do Sistema Único de Assistência Social (Suas) da Prefeitura, participou pela primeira vez da Corrida Cidade de Aracaju dois anos depois, em 2017.
 
Após começar a correr de forma amadora, logo depois Roberta começou a contar com acompanhamento profissional e já chegou a participar de duas edições da corrida em comemoração ao aniversário de Aracaju, participando dos percursos de 5 km e 10 km, respectivamente. Ela lamenta que a pandemia fez com que seu treinamento fosse interrompido justamente quando ela estava preparada para correr os 24 km da competição.
“Em 2020, quando abriram as inscrições, eu me inscrevi para correr os 24 km, porque eu estava preparada, eu já vinha de duas outras corridas, então eu estava com toda a capacidade, com todo o rendimento para poder estar nessa modalidade, mas aí a pandemia veio e, infelizmente, não aconteceu a edição daquele ano”, contou Roberta, ao contar que a pandemia a fez treinar em casa, diminuindo o rendimento, mas não a força de vontade de participar da edição deste ano.
“Estou me preparando, junto com a minha equipe, para poder fazer uma linda corrida, pois a Corrida Cidade de Aracaju é o ápice de toda corrida dentro da nossa cidade e do nosso estado. É uma corrida que vem pessoas de fora e que a gente se prepara. Prepara uniforme, camisa, as equipes, tudo. Correr 24 km com dezessete ladeiras é realmente extrapolar o seu limite. Mas para o corredor essa endorfina é como se fosse o sangue na veia. Quando você está lá no percurso, vai na energia de todo mundo que te leva. É muito, muito gostoso participar desta corrida”, relata entusiasmada.
Cláudia Mendonça, professora da rede municipal de Aracaju que trabalha no programa Saúde na Escola, começou a correr quando recebeu o diagnóstico de alta da glicemia e do índice de colesterol, além de estar acima do peso.
 
Ela, que também tem fibromialgia, decidiu então realizar alguma atividade física para que pudesse melhorar sua qualidade de vida e foi convidada por uma amiga para correr. Logo em seguida, Cláudia se matriculou em uma assessoria de corridas e iniciou de forma efetiva a prática esportiva que vai levá-la à Corrida Cidade de Aracaju, em que deve participar da competição dos 10 km.
“Tenho me preparado para a corrida, treino três vezes por semana e faço também musculação para fortalecimento, pois a corrida exige da gente uma certa dedicação e, mesmo sendo uma corredora amadora, é importante a gente ter os cuidados necessários para não se lesionar e fazer uma prova com segurança. Vou participar da prova por prazer, assim como muitos devem fazer. A corrida de rua se tornou um estilo de vida, uma maneira de aliviar o estresse do dia a dia, de fazer amizade, então minha participação é de luta comigo mesma”, comenta Cláudia.
Segundo ela, sua expectativa é vencer os próprios limites, tendo em vista as dificuldades impostas pelo percurso. Cláudia enfatiza que esta é a corrida mais especial da cidade, pois “é uma energia totalmente diferente e é incrível a gente correr pelas ruas e encontrar as pessoas nas calçadas incentivando os corredores, encontrar as pessoas de todos os clubes de corrida da cidade, pessoas conhecidas, anônimos, corredores de outras cidades, realmente é a corrida mais aguardada por todos nós que praticamos corrida de rua. É uma corrida muito especial e só quem participa é capaz de entender a magia que está por trás da Corrida Cidade de Aracaju”.