Na medida em que se aguarda o sinal de largada, os corredores inscritos na 37ª edição da Corrida Cidade de Aracaju, prova comemorativa ao aniversário de fundação da cidade, sentem um misto de sensações, a vontade de colocar a preparação finalmente em prática, a necessidade de repassar a estratégia que será adotada no percurso, ansiedade e adrenalina em alta, em processo de expectativa para a prova.

A ânsia pela participação na competição promovida pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Juventude e do Esporte (Sejesp), acentua-se ainda mais por conta do tempo de espera até que o evento pudesse acontecer, uma vez que nos últimos dois anos, em virtude da pandemia de covid-19, a competição precisou ser cancelada.

“Estava me sentindo muito angustiada na expectativa se teria ou não o evento. Viemos nos preparando aos poucos e a expectativa está maravilhosa. Tenho o hábito de correr, corro sempre, me preparando o ano inteiro com um personal. Estou me sentindo muito bem, disposta e feliz porque está começando tudo de novo no nosso ritmo. Está tudo maravilhoso, expectativa nota dez”, conta a empresária Luzia de Oliveira, 60 anos, maranhense que mora há 7 anos em Aracaju.

Para Luanna de Oliveira, 33, filha da Luiza, o frio na barriga é um pouco maior, uma vez que esta é a primeira vez que ela participa de uma prova. Mãe e filha buscam completar os 5 km

“A expectativa é a melhor possível. A proposta é super interessante para tirar a gente de casa, curtir a cidade e ao mesmo tempo se exercitar. Minha expectativa não é em buscar o prêmio, chegar em primeiro lugar, é participar. Estou muito animada, esses bastidores do pessoal chegando, se preparando. A minha preparação começou com muita energia, tomamos um café bom, estamos preparadas. Estou até sem fazer exercícios há alguns dias, mas não podia deixar de participar”, afirma.

O momento de encontrar outros corredores e poder celebrar essa cultura esportiva também é um ponto fundamental de motivação, é a oportunidade de compartilhar experiências e incentivar os colegas, como ressalta a jornalista aracajuana Najara Lima, de 39 anos.

"É a principal corrida do estado. Eu corro desde antes da pandemia, no início de 2020, comecei a correr. Dei uma paradinha no auge da pandemia, mas voltei e quero voltar com tudo. O motivo de eu querer participar era porque queria uma vida mais saudável. A idade vai chegando e você vai querendo ficar melhor e me encontrei na corrida, é uma atividade que faço com muito prazer. Esse ponto de encontro, com certeza, me ajuda a aquecer para corrida, encontrar outros atletas, o pessoal de outros clubes e pessoas que estão correndo pela primeira vez, dá um gás para termos forças para chegar até a final. Todo mundo fala que é a melhor corrida, que é a maior festa, que é uma congregação dos atletas, de quem corre, é muito bom estar fazendo parte disso”, diz.

Para a atleta baiana Suzy Ruas, 45 anos, de Vitória da Conquista/BA, que disputará a modalidade 10 km, participar do evento é ainda uma oportunidade de conhecer a capital sergipana e colocar em xeque seus próprios limites.   

“É a primeira vez que corro aqui. A expectativa é uma das melhores, a recepção aqui em Aracaju é muito top. Estou emocionada, amando o lugar. Quero voltar ano que vem de novo. Quero ficar entre os cinco primeiros da geral. Se der pódio, tudo bem, se não der, beleza. Só de estar aqui, já me sinto campeã e vencedora porque o sofrimento que é pra chegar aqui, as dificuldades que eu passei, superei e estou aqui. Fiz um treino muito específico. Treino três vezes ao dia, focada em três trilhos: fortalecimento, resistência e velocidade", explica.

O design Gabriel Santos, 22 anos, que disputa a modalidade de 24 km, por sua vez, busca, para além do resultado, dar o seu melhor e divertir-se. “Minhas expectativas são as melhores possíveis, fazer uma corrida tranquila e me divertir muito durante o percurso. Já participei dos 5 km e 10 km. Está sendo a primeira vez que participo dos 24 Km. Minha preparação foi bem tranquila. Fiz uma preparação de quatro meses para essa corrida”, comenta.