Criadas em 1998 por meio da Portaria Nº 2616, do Ministério da Saúde, as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) possuem como finalidade elaborar, executar e avaliar as ações de prevenção e controle de infecção hospitalar; tanto aquela que se manifesta durante a internação, como as infecções que vierem a se manifestar após a alta do paciente, mas que tenha relação com procedimentos hospitalares.
Responsáveis por combater possíveis focos de infecção dentro dos hospitais, as CCIH são fundamentais para garantir a biossegurança de pacientes e profissionais de saúde. Com a pandemia do novo coronavírus, esses órgãos ganharam destaque, uma vez que reduzir a contaminação intra hospitalar é fundamental para impedir a livre disseminação do vírus.
“É um órgão obviamente intra hospitalar e tem como função principal justamente o controle das infecções que podem atingir pacientes e profissionais nos hospitais. As comissões buscam garantir a segurança, enxergar potenciais focos de contaminação, investigar, orientar e promover a melhoria nos protocolos”, explica o pediatra, responsável pela comissão no Hospital Fernando Franco, William Barcelos.
As CCIH atuam também para orientar profissionais, pacientes e familiares, em relação a boas práticas de higienização e como prevenir-se de microrganismos possivelmente danosos situados em ambiente hospitalar.
“As comissões existem tanto nos hospitais privados quanto nos públicos, os participantes são definidos de acordo com a afinidade com o assunto e o número varia de acordo com o tamanho da unidade. Elas são importantes porque ajudam a proteger todos aqueles que frequentam o hospital, garantindo que os pacientes com alguma doença infecciosa sejam atendidos e os profissionais corram o menor risco possível”, aponta a assessora da Diretoria de Vigilância e Atenção à Saúde da SMS, Ana Régia Oliveira
Covid-19
Com a chegada da pandemia de coronavírus na capital, e o consequente aumento no número de cidadãos internados nos leitos municipais, os riscos de infecção aumentaram e isso provocou uma intensificação no trabalho das CCIH.
“Com a pandemia o trabalho aumentou bastante, com a necessidade de acompanhar, por exemplo, as obras de readequação e avaliar os Equipamentos de Proteção Individual. Além disso, continuamos investigando os casos de infecção, gerando estatísticas que nos ajudam a aperfeiçoar os nossos protocolos”, ressalta William.
O trabalho executado tem sido fundamental para compreender o funcionamento epidemiológico do coronavírus, de maneira que o conhecimento adquirido agora possa ser utilizado em casos semelhantes no futuro e também que se possa salvar vidas agora, ao impedir que o vírus infecte as pessoas indiscriminadamente.
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