Por Andreza Lisboa (Estagiária)
O clima junino chega com força total à capital sergipana. As ruas enfeitadas, os trajes típicos nas lojas, as músicas de forró nas rádios, as apresentações de quadrilhas e a venda de comidas típicas anunciam a chegada da festa popular mais esperada do Nordeste. Os símbolos e elementos representativos do período atravessam gerações e reforçam a tradição dos festejos. Dentre os símbolos, um dos mais significativos e apreciados pelo público são as comidas típicas. Feitas, em sua maioria, à base de coco e milho, elas estão por toda a parte neste mês de junho, garantindo renda extra aos comerciantes.
Renata Morais, que há cerca de um ano comercializa marmitas e quentinhas, prepara um cardápio especial nesta época. Durante os meses de maio e junho, o cardápio sofre alterações com o acréscimo de pratos feitos com os produtos mais consumidos do período. "O cardápio especial é preparado à base de amendoim, milho, tapioca e macaxeira. Todos os ingredientes escolhidos são típicos da época e sempre agradam o paladar dos clientes", explica a autônoma.
Segundo Renata, a idéia do cardápio especial surgiu no ano passado e ganhou forte adesão dos seus clientes. Entre os pratos preparados, alguns foram criados por ela e outros foram copiados ou modificados para receber os ingredientes típicos do período junino. "Recebo muito elogios e este sucesso foi responsável pela continuidade do cardápio este ano. Algumas idéias são criações minhas, como a Panqueca de Milho Verde e a Tapioca Colorida. Outras eu já sabia ou modifiquei para inserir algum produto típico, como é o caso do Arroz de São João, Purê de Abóbora, Quiche de Amendoim e Suflé de Fubá", diz Renata.
Preparação
Alguns restaurantes, padarias e supermercados da capital montam uma estrutura especial para a venda de comidas típicas, responsáveis por grande parte das vendas e receitas desses estabelecimentos no mês de junho. Segundo explica Jocélia Sousa, gerente de uma delicatessen da capital, o retorno financeiro com a venda de comidas juninas impulsionou a construção de um local específico para a comercialização desses produtos.
"Antigamente, vendíamos tudo no interior da loja. Mas a grande procura nos motivou a reservar um local especial na parte externa da loja, só para a comercialização desses itens. Primeiro foi montada uma barraca simples de madeira, hoje nós possuímos um espaço com estrutura de ferro, toldo fixo e decoração elaborada para atrair os clientes", diz a gerente da delicatessen.
O sucesso instantâneo da barraca levou os proprietários a transformar a estrutura em um espaço fixo da loja. "A pedido dos próprios clientes, nós passamos a investir no espaço como um local permanente. Agora em junho, especialmente na véspera das grandes festas do mês, garantimos um reforço no número de atendentes, pois o movimento de clientes chega a triplicar nesses dias", afirma Jocélia.
Degustação
As iguarias do período junino já fazem parte da cultura popular nordestina. O público sergipano, e mais precisamente da capital, preservam a tradição de saborear os pratos que dão cor e sabor à festa. Pamonha, canjica, pé-de-moleque, bolo de macaxeira, quindim e várias outras tentações compõem o cardápio junino. As opções são variadas e conseguem agradar o gosto popular.
"Não deixo de comprar comidas típicas, todos os anos. Já virou tradição consumir este tipo de produto no mês de junho", diz o professor Saulo dos Santos, consumidor assíduo das delícias juninas. Já para a professora Conceição Dória, não há como resistir às gostosuras do mês de junho. "As opções de comidas são tão gostosas que fica impossível resistir à tentação de comprar os deliciosos pratos. Todo mundo lá de casa gosta e, para falar a verdade, difícil quem não goste destas maravilhas, não é?!", opina a professora.
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