A Prefeitura de Aracaju concluiu este mês o processo de retomada das 25 feiras livres do município, previstas no processo licitatório, todas já devidamente readequadas. Isso resultou em melhorias que vão desde a disposição das bancadas até a instalação de balcões refrigerados para a comercialização de produtos de origem animal. Com isso, as feiras cidade, administradas pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), seguem o novo modelo de funcionamento.

Em maio de 2019, a gestão municipal lançou o processo licitatório para concessão do serviço, em conformidade com as recomendações do Ministério Público Estadual (MPE/SE). A empresa vencedora da concorrência pública não só passou a responder pela organização dos espaços de comercialização, mas, também, pela adequação do comércio de carnes, laticínios e crustáceos dentro dos padrões sanitários.

“Já vínhamos realizando todo um estudo, uma análise para reorganizar as feiras. Paralelo a isso, havia uma ação civil pública por parte do MPE, um processo que visava a busca por um entendimento de como seria feita essa readequação. Assim, lançamos a licitação, em consenso com o Ministério Público, e definimos a forma como as mudanças aconteceriam. Hoje, todas as feiras já passaram por essa reorganização”, explica o presidente da Emsurb, Luiz Roberto Dantas.

Dividida em cinco lotes, cada um com cinco feiras, a licitação foi uma iniciativa pioneira da atual gestão municipal, e representa um avanço social, levando em consideração que, ao realizar as modificações, é da saúde da população que está se cuidando. No entanto, antes disso, a Prefeitura já vinha realizando um amplo trabalho de reorganização das feiras livres, com a substituição das bancas, dos toldos, exigência de lona de proteção nas bancas e mudanças de locais.

O processo de organização das feiras teve início pela feira do Batistão, no bairro São José, e foi concluído com a do bairro Lamarão.  “Reduzimos o número de feiras de 32 para 25, justamente para fazer uma adequação mais organizada. Depois da licitação, a concessionária vencedora passou a ser responsável por toda a organização e trato com os feirantes, no entanto, segue cabendo à Emsurb a fiscalização, a supervisão para atentar se todas as medidas previstas no edital estão sendo cumpridas a rigor”, pontua o presidente da empresa municipal.

Em meio ao processo de readequação das feiras, algumas mudanças tiveram que ser adotadas, em razão da pandemia. Inicialmente, as feiras chegaram a ser suspensas mas, cerca de um mês depois, em abril, foram sendo retomadas, paulatinamente, seguindo as adequações necessárias, como a ampliação do espaçamento e redução de bancas, uso de equipamentos, como lavatórios, fixação de material informativo, além da disponibilização de máscaras descartáveis e álcool em gel.

Aprovação
A aprovação do novo modelo de funcionamento das feiras municipais tem partido não só de quem trabalha nesses locais, mas também de quem frequenta, sendo destacados atributos como conforto, segurança, principalmente em meia a pandemia e, muito importante nesse tipo de ambiente, limpeza.

Exemplo de comerciante satisfeito é Roberto dos Santos, que atua há mais de 30 anos em feiras, comercializando queijos e outros derivados do leite, e vê as mudanças como importantes. “Se agrada o cliente, me agrada também. Vejo muita gente satisfeita com as modificações e, sem dúvida, melhorou para nós, feirantes, já que nos permite ter mais conforto, espaço, ainda mais nesses tempos de pandemia”, considerou o feirante.

Rone Mota trabalha com o comércio de carnes, um dos setores que recebeu grande atenção no processo de readequação. “Tudo fica mais higienizado e o cliente passa a confiar mais no produto que vendemos, então, acho que todos têm a ganhar com essas mudanças. Lógico que passamos a pagar mais, mas estamos vendo no que o dinheiro está sendo investido e com certeza tem sido colocado em algo positivo”, ressaltou Rone, ao destacar vantagens geradas pela mudança.

Dentre os consumidores, a organização e a limpeza são pontos a serem destacados. A aposentada Suzana Calado é frequentadora assídua da feira do Batistão e se sente satisfeita com o novo modelo. “Primeiro, porque percebemos a feira até mais limpa, sem contar que as carnes, os queijos não ficam no tempo, expostos. Além disso, as medidas relacionadas à pandemia também são muito importantes. Voltei a frequentar a feira mais satisfeita”, relatou.

A mesma satisfação parte da Selma Conceição. “Venho à feira do Batistão há uns três anos e com essas mudanças passei a ter mais gosto. Tudo está muito bem cuidado, num ambiente mais limpo, organizado e respeitando as medidas por conta do coronavírus”, apontou Selma.