A banda sergipana Zé Tramela promete surpresas para fãs e forrozeiros que pretendem passar o dia 24 de junho no Forró Caju 2010. O repertório é novo e o show contará com algumas participações surpresa. Segundo o vocalista Tuka Velloz, músicas como ‘Me Encontrar’, ‘Primeiro Eu’, ‘Tudo lindo’ e ‘Pagar pra ver’ estão no repertório que será apresentado ao público de Aracaju.
Com agenda cheia durante os festejos juninos, a Zé Tramela vai se apresentar em Sergipe, Alagoas e Bahia. Em entrevista à Agência Aracaju de Notícias (AAN), o vocalista fala da importância das mídias sociais para a repercussão do trabalho da banda, do assédio das fãs, da dificuldade de viver só de musica em Sergipe e da importância de tocar no Forró Caju pelo quarto ano consecutivo.
Agência Aracaju de Notícias (AAN) – Qual a importância das novas mídias (Orkut, Youtube, Twitter e Facebook) para você enquanto artística. Elas são realmente, a forma de comunicação mais próxima com o público?
Tuka Velloz (TV) – É de grande importância todo e qualquer tipo de mídia, mas acredito que a mídia via internet tem uma importância maior por abranger um grande numero de pessoas. Nós temos Twitter, Orkut, site, vídeos no You Tube e, os mesmos, são acessados diariamente por pessoas do mundo inteiro.
AAN – Como surgiu a banda Zé Tramela?
TV – Surgiu da união de grandes amigos. Fazíamos parte de outra banda. A maioria era músico contratado e decidimos então ‘caminhar com as próprias pernas’. Daí surgiu a idéia de montar uma banda nova, com a nossa cara.
AAN – O que o público do Forró Caju pode aguardar esse ano?
TV – Esse será o quarto ano da Zé Tramela no Forró Caju. O público que nos acompanha sabe que sempre levamos novidades em nossos shows. Seja no repertório, na apresentação ou nas participações. Este ano estamos preparando um repertório cheio de novidades e algumas participações que serão surpresa.
AAN – Como está a agenda da banda para o São João e São Pedro?
TV – A melhor época do ano pra todos nós que tocamos forró é justamente essa: São João e São Pedro. Graças a Deus, diante do trabalho que estamos fazendo nesses últimos anos, cresce a procura por nossos shows e, a cada ano, a agenda fica mais apertada. Esse ano passaremos por Muribeca, Campo do Brito, Cedro de São João, Neópolis, Arauá…e, claro, no Forró Caju, Arraiá do Povo, Forró do Candeeiro, Forró da Ordem dos Advogados do Brasil [OAB] e muitas outras festas particulares aqui da cidade. Fora de Sergipe, temos shows marcados no interior de Alagoas, em Maceió e na Bahia.
AAN – O artista nem sempre consegue viver do cachê que recebe. Os componentes da banda Zé Tramela tem atividades paralelas às apresentações, o que cada um faz?
TV – Infelizmente ainda é muito complicado viver de música aqui no estado. Os custos que temos em relação a equipamento, produção e transporte são muito altos e a maioria dos cachês pagos em grande parte dos eventos mal dá pra pagar esse custo, levando em consideração o que é gasto com telefone, estúdio, divulgação, material de trabalho, CDs. Dá pra tirar um dinheirinho, mas não pra sobreviver apenas com ele. E justamente por essas e outras, que cada um na banda tem seu trabalho paralelo. Na banda temos bancário, administradores, professores, estudantes, corretor de imóveis, e por aí vai.
AAN – As estatísticas mostram que 70% da programação do Forró Caju é de artistas sergipanos, como vocês vêem essa valorização?
TV – A gente torce e luta por uma valorização maior dos artistas sergipanos. Quem dera se toda festa fosse como o Forró Caju. Uma festa que valoriza o artista local e, além de pagar um bom cachê, movimentando a economia no próprio estado.
AAN – Por ser uma banda formada de homens, o assédio das meninas é grande? Como as namoradas e esposas lidam com a situação?
TV – Existe o assédio sim. Não temos como fugir disso. Principalmente porque a Zé Tramela é uma banda que sempre tá na ativa, sempre tá na mídia, com músicas bem executadas nas FMs e por aí vai… Acredito que isso cria um certo tipo de ‘admiração’ em algumas pessoas e, principalmente, nas mulheres. Graças a Deus e ao nosso trabalho, o número de fãs da banda tem aumentado a cada temporada. Quando tocamos fora da nossa cidade percebemos um assédio muito maior. Umas sabem se comportar mais e outras se comportam menos… [risos]. Já teve um caso de uma menina invadir o ônibus da gente e tomar o boné de um dos meninos da banda, isso aconteceu em Estância. A gente sempre leva na esportiva. Em relação às namoradas, isso é bem relativo, umas reagem de uma maneira, umas reagem de outra… Tem as mais ciumentas e as mais tranquilas que respeitam e sabem entender que esse é apenas o nosso trabalho e que, independente do assédio, temos que tratar as fãs com carinho e muita atenção, pois o nosso trabalho sobrevive não só delas, mas de todas as pessoas que curtem o nosso som.
AAN – Qual a música que não pode deixar de ser tocada nos shows?
TV – Cada ano a Zé Tramela vem com um trabalho novo. Em nosso primeiro ano, nossa música de trabalho foi ‘Me Encontrar’, de minha autoria. No segundo ano a música foi ‘Primeiro Eu’, do grande compositor Beto Caju. No Terceiro foi ‘Tudo lindo’, também de minha autoria, e nesse ano entramos com a música ‘Pagar pra ver’, de Beto Caju, que foi uma das músicas mais trabalhadas da banda. Com certeza, quem acompanha o nosso trabalho desde o começo não nos perdoaria se terminássemos o show sem tocarmos essas quatro músicas. São músicas da própria banda e que, Graças a Deus, já está na boca e no coração de muita gente.
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