Apesar de não haver registros de casos de febre oropouche na capital sergipana, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), está realizando um estudo epidemiológico sobre a circulação do mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, transmissor do vírus da febre oropouche.
Desde o mês de maio, a SMS desenvolve um cronograma de formação sobre os maruins, vetor do vírus oropouche, no intuito de fortalecer as ações com agentes de endemias e referências técnicas da rede municipal. De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde (DVS), Taise Cavalcante, a Secretaria está monitorando e se mantém atenta ao surgimento de casos sobre a doença.
“Iniciamos uma atividade de educação permanente com a contribuição de profissionais da Fiocruz/RJ para mantermos a qualidade na atenção e assistência em saúde do município. A partir daí, nossos agentes realizaram um estudo epidemiológico sobre a existência do mosquito transmissor da febre oropouche em Aracaju”, destaca Taise.
Estudo epidemiológico
Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Lorena Pinto, o principal objetivo deste estudo é a confirmação da circulação do vetor, se este mosquito é o mesmo que esta circulando nas outras cidades ou se é de outra espécie.
“Foram realizadas coletas do mosquito e enviadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro, para que possa fazer a identificação, de fato, se, aqui em Aracaju, circula o mosquito. Nossos agentes foram divididos em grupos e realizaram a coleta do mosquito, foram desenvolvidas armadilhas luminosas e capturados os vetores em campo, que serão identificados ou não como prováveis transmissores desse agravo” explica Lorena.
Resultado do estudo
Após a coleta, as amostras foram para a Vigilância Epidemiológica da SMS, onde a equipe fez uma triagem e a identificação do local, que foram foram enviadas à Fiocruz, no Rio de Janeiro, para a confirmação dos vetores.
“Até o final de agosto vamos ter uma resposta desse levantamento entomológico pela Fiocruz, confirmando se temos ou não o mosquito que já está conhecido no Brasil. A partir daí, será criada, de fato, uma vigilância de campo, já sinalizando as regiões que temos o vetor que é transmissor da febre. Estas informações são cruciais para que possamos desempenhar estratégias de combate ao mosquito, com a continuidade e acompanhamento dos casos que possam surgir”, reforça a coordenadora.
Conscientização e prevenção
A conscientização da população a respeito desta doença que muito se assemelha aos sintomas da dengue e chikungunya, entre os quais estão febre, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações e náusea, faz com que seja essencial procurar a Unidade de Saúde da Família (USF) para realização do teste indicado para arboviroses.
Aracaju não tem registro de caso positivo desta doença, mas é importante que as pessoas saibam se prevenir contra os maruins, evitando a exposição nos horários de picos, início da manhã e final da tarde, em áreas onde há muitos insetos (maruins e mosquitos), usar roupas que cubram a maior parte do corpo, e manter os quintais limpos, livres de material orgânico, a exemplo de folhas, frutas no chão e umidade.
Fique informado: As notícias mais recentes sobre Edvaldo






