Entre 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, acontece a ação internacional 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra Mulheres.
 
Em Aracaju, as atividades alusivas ao movimento tiveram início em 19 de novembro, com o lançamento do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, que terá a vigência de 10 anos, para prevenir e combater esse grave problema social. 
Vice-prefeita de Aracaju, Katarina Feitoza enfatiza que a gestão municipal abraça a campanha porque é uma forma de reforçar a necessidade de discutir esse tema, que é tão importante para a sociedade. “Este ano, tivemos a antecipação do início da campanha com o lançamento do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, que é uma conquista histórica para a nossa capital”, destaca. 
Além dos marcos de início e término da campanha, os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra Mulheres abrangem importantes datas: 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres e Dia Estadual para Eliminação da Violência contra as Mulheres; 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à AIDS; e 06 de dezembro, Dia de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
A secretária da Assistência Social, Simone Passos, destaca que os 21 Dias de Ativismo reúnem várias datas importantes para reforçar a necessidade de todos se unirem para combater a violência contra as mulheres. “A Prefeitura de Aracaju trabalha nesse enfrentamento todos os dias, mas aproveitamos a campanha internacional para intensificar as ações voltadas à mulher vítima de violência”, salienta. 
Ações concretas 
Ao longo dos 21 Dias de Ativismo, a Prefeitura tem realizado rodas de conversas com usuários das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e da Assistência Social (Cras); atos de conscientização para sensibilizar os homens sobre a importância de combater a violência contra a mulher; e ações em praças, nos calçadões e nos mercados públicos da capital.
A coordenadora de Políticas para as Mulheres, Edlaine Sena, detalha que as atividades estão sendo realizadas em localidades que apresentam maiores índices de violência contra a mulher. “Nós buscamos sempre espaços de convivência da comunidade, como as UBSs, os Creas e Cras, para prestar esse serviço de conscientização. Estamos fazendo também ações em espaços públicos, para que possamos estar próximos dessas mulheres que precisam de apoio”, informa. 
Por ser um evento que acontece em todo o mundo, a coordenadora comenta que os 21 Dias de Ativismo chamam a atenção para a gravidade do problema. “A violência contra a mulher é uma pandemia, atinge mulheres de todos os países do mundo, de todas as idades, de todas as classes sociais e religiões. Então essa iniciativa é importante para ressaltar que nossos esforços devem ser coletivos. Sempre ressaltando a mensagem de que a violência contra a mulher não é natural e deve ser combatida”, enfatiza Edlaine.
 
Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), Joelma Dias, é de extrema relevância que Aracaju faça parte dos 21 Dias de Ativismo. “É um debate mundial, com a junção de datas muito importantes, para que possamos encerrar o ano reforçando todas as ações que são desenvolvidas durante todo o ano. É necessário que aqui na capital nós reforcemos essa luta contra todos os tipos de violência praticados contra as mulheres. É um chamado para a igualdade, equidade e garantia dos direitos, em todas as áreas”, considera.