
Desenvolvido pela Secretaria da Saúde de Aracaju desde a segunda quinzena do mês de junho, o Aracaju pela Vida já realizou mais de mil atendimentos em toda a capital sergipana. O programa objetiva monitorar os casos de covid-19 na cidade e é voltado para as pessoas que integram os grupos de riscos para agravamento da doença, como idosos, obesos e pessoas com comorbidades. O Aracaju pela Vida atua com equipes compostas por médicos e enfermeiros que realizam visitas às residências para acompanhar o quadro de saúde dessas pessoas.
“Desde o início, a ideia foi levar o monitoramento aos bairros que têm um maior número de mortes ou de casos de covid-19, além de chegar às pessoas que têm maior risco de agravamento da doença. Durante as visitas, as equipes de médicos e enfermeiros contam com o suporte dos agentes de saúde de cada região, justamente para que possamos fortalecer o vínculo com as comunidades e, assim, possa haver um monitoramento mais eficaz”, ressaltou a coordenadora do programa, Sindaya Belfort.
Atualmente, são sete os bairros que foram definidos de acordo com o perfil epidemiológico e, assim, recebem o programa diariamente: Centro, Soledade, Santos Dumont, Porto Dantas, Cidade Nova, Santo Antônio e Lamarão.
Entre os dias 22 de junho e 1º de setembro, foram realizados 1.033 atendimentos, sendo que 278 pessoas fizeram o teste rápido, outras 255 foram submetidas ao RT-PCR e apenas seis tiveram evolução no quadro de saúde e tiveram que ser encaminhadas para internamento.
“Durante as visitas, não somente a pessoa que está com covid-19 recebe o atendimento, mas todo o núcleo familiar, seja qual for a idade do indivíduo. É preciso ter uma visão geral das condições para melhor trabalhar no quadro e passar as devidas orientações”, explica a coordenadora.
De acordo com Sindaya, o acesso dos usuários ao programa pode ser pelo MonitorAju, através do qual as pessoas já são acompanhadas remotamente; pelo atendimento em uma das oito UBS de referência para síndrome gripal; ou numa identificação pela UBS do próprio bairro. "Entre esses critérios, eles vão eleger os casos que têm risco maior de complicação”, pontuou.
Um dos médicos que atua no programa, Rodrigo Damásio afirma que o trabalho é, sobretudo, para garantir um suporte adequado às pessoas e evitar que o atendimento só seja feito em casos de agravamento.
“Diariamente, recebemos uma lista com os dados das pessoas as quais iremos visitar. Na residência, verificamos os sinais e realizamos a consulta médica, além de fazer o teste rápido e o PCR, se necessário. É uma consulta completa, até com dispensação de medicamento, caso haja precisão”, destaca o médico.
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