Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, que demandou a necessidade de manter o distanciamento social, a Secretaria da Assistência Social de Aracaju passou a disponibilizar abrigos provisórios para acolher a população em situação de rua.

Atualmente, nos três abrigos provisórios estruturados pela administração municipal, 53 pessoas estão em situação de acolhimento. Nesses locais, são disponibilizados cuidados médicos, alimentação, vestimentas e demais cuidados que se façam necessários.

“O objetivo dos alojamentos provisórios, estratégia montada, ainda no mês de março, pela Secretaria de Assistência Social, é atender a população em situação de rua, como forma de protegê-la do risco eminente do contágio pelo novo coronavírus. O diferencial nesses alojamentos é a acolhida e a proteção contra o vírus, atendimento das suas necessidades de alimentação e higiene pessoal”, afirma a diretora da Política da Assistência Social do Município, Roberta Viana.

Atualmente, 25 pessoas estão alojadas no Freitas Brandão, abrigo provisório que recebe homens, jovens e adultos. No Cras Terezinha Meire, que agora funciona como porta de entrada para aqueles que querem ser alojados, estão 20 pessoas, e, no Laura Amazonas, que tem um perfil para um público de terceira idade ou pessoas com comorbidades, como pressão alta, foram acolhidas 8 pessoas.

Todo o serviço de acolhimento é pautado no respeito aos direitos humanos e na individualidade dos usuários. A partir do que já era trabalhado em condições normais, a Secretaria da Assistência Social de Aracaju levou para esses abrigos o atendimento aos usuários relacionados ao suporte e inserção nos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial.

De acordo com a coordenadora do abrigo Laura Amazonas, Edlaine Sena, além do cuidado habitual, os usuários possuem um cuidado especial voltado à saúde, já que são idosos ou pessoas com comorbidades.

 “O acolhimento consiste em uma modalidade muito semelhante à Casa Lar. Dispomos de alimentação manhã, tarde e noite, materiais de higiene, de uso pessoal, equipamentos de proteção individual, álcool, máscaras e luvas. Eles têm transporte, com o qual se deslocam para as Unidades de Saúde, já que eles têm cuidados de saúde mais intensos; questões bancárias que precisam ser resolvidas. A gente faz todo o acompanhamento”, explica a coordenadora.

O atendimento oferecido conta com uma equipe de coordenadores e pessoas de plantão no apoio, voltado para a orientação social para que mantenham a organização interna. Os usuários têm acesso a wi-fi, computador disponível e televisão.

O coordenador do Freitas Brandão, Rafael Matos, afirma que os alojamentos refletem a preocupação do Município com essa parcela da população, desde o início da pandemia. De acordo com ele, o atendimento disponibilizado nos abrigos conta com equipes preparadas, assim como um suporte de saúde necessário para atender às demandas dos usuários.

Em todos os abrigos, os acolhidos que apresentam sintomas são encaminhados para uma Unidade de Saúde referência para síndrome gripal, onde recebem atendimento e após avaliação médica são submetidos ou não ao teste para detecção da covid-19.